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Cidades

Regularização de Cidade dos Anjos deve sair em 2027, prevê ministro

Durante a visita, já foram levantadas quais áreas da União estariam disponíveis para as famílias

Por Fernanda Palheta | 09/02/2026 17:25
Regularização de Cidade dos Anjos deve sair em 2027, prevê ministro
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, visitou a favela Cidade dos Anjos, em Campo Grande (Foto: Everson Tavares)

A regularização fundiária das cerca de 300 famílias que moram na favela Cidade dos Anjos, localizada no Parque do Lageado, deve sair em 2027. Esse foi o compromisso feito pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante a visita a Campo Grande na última quinta-feira (5).

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, prometeu regularizar a situação de 300 famílias que vivem na favela Cidade dos Anjos, em Campo Grande, até 2027. A comunidade está localizada em um antigo lixão no Parque do Lageado, com solo contaminado. Durante visita à Capital, Boulos identificou terrenos da União disponíveis para reassentamento das famílias através do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades. O projeto está em fase inicial de elaboração, com reuniões previstas entre lideranças comunitárias e autoridades para viabilizar a construção das moradias.

“Não é de um dia para o outro. Um conjunto habitacional não fica pronto em menos de um ano e meio. Mas nós vamos fazer o que for possível. Foi orientação do presidente Lula. Esse caso é para resolver”, afirmou Boulos.

A visita à comunidade não estava na agenda do ministro, que desembarcou na Capital para a quarta edição do Governo na Rua, mas marcou o representante do governo federal. Em entrevista ao podcast 3 Irmãos, no dia seguinte, Boulos descreveu a região como uma periferia pesada de Campo Grande. "Um lixão desativado, povo morando em cima, criança cheia de pereba porque o terreno é contaminado", disse.

Durante a visita, já foram levantadas quais áreas da União estariam disponíveis para as famílias. "Tem terreno para fazer o projeto, começamos a elaborar o projeto. Não vai ser para amanhã, mas startou", completou.

Para Camila Alves, de 35 anos, uma das lideranças da comunidade, o compromisso firmado por Boulos é uma esperança. "Já mostrou uma área que agora vai ser estudada, mas deu um prazo para a gente de um ano e meio para esperar, que não é rápido, mas só da esperança de a gente sair daqui desse lugar, né, já tá ótimo", disse.

Desde a visita do ministro, as articulações continuaram. Camila adiantou que, na próxima semana, participará de uma reunião para discutir o projeto. O superintendente do Patrimônio da União no Estado, Tiago Resende Botelho, também segue com agendas para viabilizar áreas da União e destravar o projeto.

Segundo ele, a proposta seria construir as moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades. "Já identificamos uma área, estamos aguardando a confirmação do Ministério das Cidades, e o Boulos também vai fazer as tratativas por Brasília", disse.

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