Nova regra organiza pedidos de cadeira de rodas motorizada do SUS
Secretaria de Saúde padroniza avaliação social exigida para concessão do equipamento
Estão disponíveis, em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (9), as regras que padronizam o caminho de quem pede cadeira de rodas motorizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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A norma é da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e, em vez de criar um direito novo, define como deve funcionar uma etapa que costuma travar o processo: o chamado parecer social, que é um relatório feito por assistente social.
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Na prática, o município está dizendo quem faz o documento, quando faz e em quanto tempo. O parecer social serve para confirmar se a pessoa que pediu a cadeira motorizada realmente tem condições de usar o equipamento no dia a dia, com segurança.
Isso inclui avaliar como é a casa e o entorno: se há escadas, se dá para circular com a cadeira, se as portas passam de um tamanho mínimo, se existe rampa, como é o piso e se a pessoa tem alguém para ajudar quando necessário.
A regra também deixa claro que cadeira de rodas motorizada não é “troca automática” da cadeira manual. Pelo protocolo do SUS, ela é indicada só em casos específicos, como quando a pessoa não consegue caminhar e também não consegue se deslocar sozinha com a cadeira manual por limitações nos braços.
Além disso, precisa ter condições de conduzir a cadeira com segurança, o que envolve atenção, orientação e capacidade de perceber riscos no caminho.
O fluxo definido pela secretaria prevê que o paciente passe por avaliação técnica em um serviço especializado de reabilitação e, se for considerado apto, receba um pedido formal para buscar o parecer social na unidade de saúde do bairro.
Com o pedido, a resolução fixa prazo de até 30 dias úteis para o assistente social realizar visita domiciliar e emitir o relatório. Se a unidade não tiver assistente social, o distrito sanitário deve indicar um profissional para atender o caso, para evitar que o pedido fique sem resposta.
A Secretaria Municipal de Saúde afirma que a padronização tem o objetivo de reduzir atrasos e evitar decisões diferentes para situações parecidas, além de permitir acompanhar onde cada solicitação está parada. A norma prevê monitoramento do andamento dos pedidos para que o processo não se perca entre unidades e encaminhamentos.
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