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Capital

Animal sobrevive após ser espancado e deixado agonizando em saco plástico

Tutor foi preso em flagrante, mas saiu da cadeia ao passar por audiência de custódia

Por Bruna Marques | 04/02/2026 16:13
Animal sobrevive após ser espancado e deixado agonizando em saco plástico
Cadela foi encontrada com vida, gravemente ferida e envolta em sacos plásticos no quintal de uma residência (Foto: Reprodução)

A cadela vira-lata espancada e encontrada sangrando, agonizando e envolta em sacolas plásticas no quintal de uma casa sobreviveu. O animal foi resgatado com vida após vizinhos acionarem a Polícia Militar ao ouvirem gritos intensos de dor na Rua Paulo Pontes, na Vila Margarida, em Campo Grande.

RESUMO

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Uma cadela vira-lata foi encontrada gravemente ferida e envolta em sacos plásticos no quintal de uma residência na Vila Margarida, em Campo Grande. Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem gritos de dor do animal. A cadela, com ferimentos graves e dificuldade para respirar, foi resgatada com vida e encaminhada para atendimento veterinário. Durante a perícia, foram encontradas plantas de maconha e sementes no local, apreendidas pela polícia. O tutor, um homem de 38 anos, foi preso em flagrante por maus-tratos a animais e posse de drogas. Ele negou as agressões, alegando que os ferimentos foram causados por mordidas e que o plástico era para levar o animal ao Centro de Controle de Zoonoses. Após audiência de custódia, o juiz concedeu liberdade provisória ao acusado. Moradores relataram que o homem havia adotado a cadela recentemente e expressaram indignação com a crueldade do ato.


Conforme apurado pelo Campo Grande News, nesta terça-feira o animal apresentou melhora discreta: conseguiu se alimentar e beber água sozinha e deixou o quadro de lateralização. No entanto, por se tratar de traumatismo craniano, os médicos evitaram um posicionamento definitivo. Nesta quarta-feira, a informação é de que o estado de saúde foi estabilizado.

Resgate - No imóvel, os policiais localizaram a cadela de porte médio e cor preta com ferimentos graves, sangramento pela boca e dificuldade para respirar. Mesmo em estado crítico, ela apresentava sinais vitais no momento do resgate.


O animal foi encaminhado para atendimento médico-veterinário na Famez (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

A perícia foi acionada para registrar o local. Durante a vistoria, também foram encontrados três pés de maconha e um saco com sementes da substância. O material foi apreendido e encaminhado à Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Segundo o boletim de ocorrência, vizinhos relataram latidos agudos de dor e um deles gravou em vídeo o momento em que o animal era agredido no quintal. A Polícia Militar constatou que a cadela havia sido espancada com um pedaço de pau antes de ser envolta em plástico, o que dificultou sua respiração.

O tutor, um homem de 38 anos, foi preso em flagrante por maus-tratos a animais, posse de droga para consumo próprio e resistência. Durante a ocorrência e na delegacia, ele teria tumultuado o trabalho policial.

Em depoimento, o homem afirmou que resgatou a cadela da rua em outubro de 2025 e negou as agressões. Disse que os ferimentos em sua mão seriam mordidas e que colocou o saco plástico apenas no corpo do animal para levá-lo ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).

A prisão em flagrante foi ratificada e houve pedido de conversão em preventiva. Apesar disso, após audiência de custódia nesta quarta-feira, o juiz Albino Coimbra Neto concedeu liberdade provisória ao acusado.

Denúncias - Segundo moradores da região, que pediram para não se identificar, as agressões começaram por volta das 15h. “Parecia uma briga entre dois cachorros, mas eu sei que ali só tem uma cadelinha. Depois comecei a ouvir apenas o choro do animal e, em seguida, o barulho parou. Deve ter sido a pancada final”, relatou uma das vizinhas.

Ainda conforme os moradores, o autor se mudou para o imóvel há cerca de um ano e, em setembro, decidiu adotar a cadela, que vivia sozinha no Parque do Sóter. “Achei bonita a atitude dele, jamais imaginaria que faria isso com o animal. É uma crueldade. Lembra até o que aconteceu com o cachorrinho em Santa Catarina”, disse outro vizinho.

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