Aplicativos e boletins gravados marcam 11 anos da Casa da Mulher Brasileira
Ferramentas digitais agilizam denúncias e ampliam proteção a vítimas de violência doméstica em MS
Gravação de boletins de ocorrência e aplicativos criados para pedidos de socorro ganharam destaque na celebração dos 11 anos da Casa da Mulher Brasileira, realizada na manhã desta segunda-feira (9). O evento contou com a presença de diversas autoridades, entre representantes da Assembleia Legislativa, Câmara Municipal, Ministério Público, entre outros órgãos.
RESUMO
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A delegada titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Fernanda Piovano, aproveitou a comemoração para ressaltar as atualizações implementadas na unidade desde a sua criação.
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“Passamos a tratar o procedimento de forma digital, com oitivas de testemunhas e autores, além de boletins gravados, porque com isso conseguimos ter uma ideia mais real do que aconteceu e de como a vítima estava quando chegou à delegacia para registrar a ocorrência”, destacou.

Segundo a delegada, outras medidas também contribuíram para ampliar a proteção às mulheres no Estado, como o aumento de 60% no efetivo de escrivães e a criação de programas voltados ao atendimento desse público.
“Teve a criação do ‘Acolhe e Protege’, programa do Governo do Estado, e o pagamento de horas extraordinárias para policiais que queiram atuar no atendimento à mulher vítima de violência durante a folga. Isso trouxe um aumento bastante elevado no efetivo de investigadores de plantão”, explicou.
Sobre a fila de boletins de ocorrência analisados por um GT (Grupo de Trabalho) da DGPC (Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), Fernanda afirmou que os trabalhos estão em fase final e que não houve a formação de uma nova fila. Atualmente, segundo ela, a Deam encaminha as ocorrências ao Ministério Público em até 30 dias.
Durante o discurso, a secretária-executiva da Mulher, Angélica Fontanari, destacou a agilidade no atendimento por meio do aplicativo “Proteja Mais Mulher”, que funciona como um botão de emergência. De acordo com ela, após o acionamento, o tempo de resposta das equipes tem sido inferior a cinco minutos.
“Esse botão é acionado sem que ninguém perceba, usando a lateral do celular. A vítima fala o que puder enquanto a força acionada já está a caminho do local onde ela se encontra”, afirmou.
Já a titular da SEC (Secretaria de Estado e Cidadania), Viviane Luiza da Silva, informou que, ao longo dos 11 anos de funcionamento, a Casa da Mulher Brasileira realizou 154 mil atendimentos. Ela também ressaltou que o Governo do Estado tem promovido campanhas educativas de combate à violência contra a mulher nas escolas.
Viviane ainda lamentou a morte de Janete Feles Valoes, de 45 anos, vítima de feminicídio após ser atacada com faca pelo companheiro. “Infelizmente aconteceu mais um feminicídio e nós temos responsabilidade enquanto sociedade. Precisamos de todos lutando contra a violência”, disse.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
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