Após 5 dias do fim dos temporais, água ainda não baixou totalmente em Rio Negro
Além disso, uma das pontes continua danificada, dificultando a passagem de veículos e transoporte de gado
RESUMO
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Nesta segunda-feira (09) completam cinco dias do fim da sequência de temporais que ocorreu na semana passada em Mato Grosso do Sul. Rio Negro e outros três municípios (Corguinho, Coxim e Aquidauana) foram um dos mais afetados,decretando situação de emergência.
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Em Rio Negro, o nível da água ainda está baixando e a equipe está em campo para o conserto das pontes. Pelo menos, cinco pontes ficaram inundadas.
No sábado (07), foram liberadas a ponte do Rio Negro (na Estrada da Ponte Viva, Estrada da Ponta Nova e região do Assentamento Santa Rosa) e a ponte do Rio do Peixe, na região do Alcantilado.
De acordo com o prefeito, Henrique Ezoe, as manutenções já estão ocorrendo. “Estamos fazendo as manutenções em todas [as pontes]. Não está muito alta, já está quase chegando a normalidade”, disse.
A ponte sobre o Rio Negrinho, na BR-419, é de responsabilidade do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Imagens gravadas no domingo (08) pelo fotógrafo Jairton Bezerra mostram que a ponte ainda estava danificada.
O Dnit informou que as equipes estão acompanhando a situação, e tão logo o nível da água baixe, será realizada uma vistoria na estrutura para avaliar as ações a serem adotadas.
“Sobre a reforma da travessia, o DNIT após análise, fará os reparos necessários. Importante destacar que os projetos de pavimentação dos Lotes 2 e 3 da BR-419/MS, entre Rio Negro e o Rio Taboco, já estão contratados. Nesses projetos está contemplada a substituição de todas as pontes de madeira da região”, disse em nota enviada ao Campo Grande News, no dia 4 de fevereiro.
O comerciante de gado de corte e leiloeiro Pantaleão Flores, conhecido como Panta, relatou a dificuldade de passar pelas estradas.
“As estradas danificaram muito. Todas elas, Rio Verde, Rio Negro, Aquidauana. Danificou todas as cabeceiras de ponte. Ficou intransitável, nem a cavalo, nem de carro”, pontuou.
Em Rio Negro, parte dos trechos já foi recuperada, segundo ele. “Já arrumaram as cabeceiras e estão consertando as estradas. O rio ainda está alto, mas está baixando”, explicou.
O leilão, na região do Corixão, que seria realizado presencialmente hoje, precisou ser marcado para o formato online, por falta de condições de tráfego. A região fica na divisa com Rio Negro, Rio Verde e Aquidauana.
“Vou fazer virtual o leilão, isso porque eu suspendi, porque não consegue embarcar para por no caminhão. As pessoas precisam vender o gado para fazer dinheiro, estou vendendo hoje 1500 animais”, finalizou.
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