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Capital

Briga familiar termina com vigilante morto asfixiado por genro

Vítima teria agredido uma vizinha levada para DEAM e atacou rapaz com capacete

Por Ana Paula Chuva e Dayene Paz | 19/01/2026 07:15
Briga familiar termina com vigilante morto asfixiado por genro
Fita zebrada em frente de casa onde crime ocorreu (Foto: Marcos Maluf)

O vigilante Fábio Júnior de Souza Feitosa, de 44 anos, morreu na noite de domingo (18) após ser imobilizado pelo genro Paulo Gustavo Franco Campos, de 19 anos, durante uma briga em frente a uma residência na região da Rua Ademir Bertoni, Bairro Jardim Tarumã, em Campo Grande.

RESUMO

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Um vigilante de 44 anos morreu asfixiado após ser imobilizado pelo genro durante uma briga familiar no Jardim Tarumã, em Campo Grande. O incidente ocorreu na noite de domingo, quando Paulo Gustavo Franco Campos, de 19 anos, tentou conter Fábio Júnior de Souza Feitosa, que estava em conflito com a filha. O desentendimento começou após Fábio, que já havia se envolvido em ocorrência anterior de violência doméstica no mesmo dia, exigir o celular da filha de 15 anos. Segundo testemunhas, o vigilante tinha histórico de comportamento agressivo. Paulo foi ouvido pela Polícia Civil e liberado após prestar depoimento.

Segundo o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) recebeu um chamado por volta das 21h30 para atender uma denúncia de violência doméstica. No local, os policiais encontraram Paulo imobilizando Fábio no chão, usando as pernas para contê-lo.

 Após ordem verbal, o jovem soltou a vítima, que já estava sem sinais vitais. O Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) foi acionado e a médica responsável confirmou o óbito ainda no local.

Em depoimento à polícia, Paulo afirmou que horas antes havia presenciado a Polícia Militar conduzir a esposa de Fábio e uma vizinha, que teria sido agredida pelo vigilante, até a DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O rapaz disse que permaneceu na casa com a namorada e familiares da jovem.

Ainda segundo o registro policial, o rapaz foi ao mercado e, por volta das 21h30, retornou. No momento em que chegou, encontrou Fábio já alterado, discutindo com a filha de 15 anos e exigindo o celular dela. Ao tentar intervir, Paulo afirma ter sido ameaçado e atingido na boca com um capacete, o que teria dado início à luta corporal.

O jovem disse que sua intenção era apenas imobilizar o agressor até a chegada da polícia e que pediu ajuda aos vizinhos. Um morador confirmou a versão e relatou que o comportamento agressivo de Fábio era frequente. A esposa da vítima estaria na delegacia solicitando medida protetiva contra ele no momento da ocorrência.

Paulo apresentava lesões aparentes, como marcas de mordida no braço e na mão, arranhões no peito, no pescoço e ferimento no queixo. A Polícia Civil ouviu Paulo, incluiu-o como suspeito e o liberou após prestar depoimento.

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