Campo Grande registra em média uma morte violenta a cada três dias
Com quase 90 homicídios em 2025, Capital tem intervalo de 72 horas entre assassinatos, diz Sejusp

Campo Grande mantém um padrão preocupante de violência letal. Levantamento mostra que, entre 2023 e 2025, a Capital registra em média uma morte a cada três dias, apesar de oscilações mensais que revelam picos e quedas bruscas ao longo dos períodos.
RESUMO
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Campo Grande enfrenta um grave problema de violência letal, com uma média de uma morte a cada três dias entre 2023 e 2025. Em 2023, foram registrados 124 homicídios dolosos, número que subiu para 127 em 2024. Até agosto de 2025, já ocorreram 89 assassinatos, mantendo a média dos anos anteriores. O perfil das vítimas é predominantemente masculino e adulto, embora existam casos envolvendo outras faixas etárias. A violência persiste, como demonstram os assassinatos recentes de Douglas Bragatto do Amaral, filho de um policial civil, e do cantor sertanejo Yuri Ramirez, ambos ocorridos no dia 30 de agosto. As autoridades enfrentam o desafio de conter essa onda de violência na capital sul-mato-grossense.
Em 2023, foram 124 homicídios dolosos, com média de 10 mortes por mês. O cenário se repetiu em 2024, quando houve uma ligeira alta para 127 assassinatos, o que corresponde a 10,5 vítimas por mês. Naquele ano, agosto foi o mês mais violento da série, com 18 casos registrados.
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O levantamento foi feito de acordo com os dados oficiais da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).
Em 2025, até 30 de agosto, a Capital já soma 89 homicídios, mantendo o mesmo ritmo dos anos anteriores. A média é de 11 vítimas por mês, o que equivale a uma vida perdida a cada 72 horas. O ano começou em alta, com 20 assassinatos em janeiro, mas apresentou queda acentuada nos meses seguintes, chegando a apenas 2 registros em agosto.
O perfil das vítimas aponta predominância masculina e em idade adulta, embora haja casos envolvendo adolescentes, jovens e até idosos, segundo dados consolidados.
Casos recentes expõem a violência
No sábado (30), as estatísticas de violência foram reforçadas com dois episódios. No bairro Nova Lima, Douglas Bragatto do Amaral, filho de policial civil aposentado, foi morto em frente a uma conveniência em um ataque que envolveu mais de 20 tiros.
O cantor sertanejo Yuri Ramirez foi executado com 10 tiros na manhã do mesmo dia. Falsos policiais invadiram uma residência para executar o homem, de 47 anos.