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Capital

Coordenação recua e permite entrada de jornalistas na Casa da Mulher

Mais cedo, jornalistas foram impedidos de entrar na unidade policial

Por Dayene Paz e Gabi Cenciarelli | 18/02/2025 09:34
Coordenação recua e permite entrada de jornalistas na Casa da Mulher
Fachada da Casa da Mulher Brasileira, onde funciona a Deam. (Foto: Henrique Kawaminami)

Duas horas após ser barrada, na manhã desta terça-feira (18), a imprensa pôde entrar na Casa da Mulher Brasileira, onde funciona a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Mais cedo, os jornalistas foram impedidos de entrar e informados que havia um "novo protocolo" em vigor.

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A imprensa foi inicialmente barrada na Casa da Mulher Brasileira, onde funciona a Deam, em Campo Grande, mas depois foi autorizada a entrar. A coordenadora, Cleide Rodrigues da Costa, negou a existência de um novo protocolo que restringisse o acesso. O incidente ocorre em meio à tensão após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, que expôs falhas no atendimento a mulheres vítimas de violência. O caso levou à intervenção do Ministério das Mulheres e à abertura de investigação pelo Gacep. A ministra Cida Gonçalves visitará a cidade para discutir o assunto com autoridades locais.

Procedimento rotineiro nas redações jornalísticas, as equipes logo cedo passam pelas delegacias da cidade, em busca de informações. Todos os dias funcionam assim. Mas, hoje, a equipe do Campo Grande News e outros jornais foram barrados pelo porteiro, na entrada da Casa da Mulher Brasileira.

Então, a reportagem tentou contato com a coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Cleide Rodrigues da Costa, mas em primeiro momento não obteve resposta. Só depois que outras equipes de imprensa chegaram à unidade policial, a coordenadora saiu na porta da casa e afirmou haver "desencontro de informação".

Cleide negou haver qualquer novo protocolo e que a imprensa é bem-vinda e "sempre será bem-vinda" na unidade policial.

O cenário é tenso após a repercussão da morte da jornalista Vanessa Ricarte, e 42 anos, que foi ferida a facadas logo depois de procurar ajuda na Deam. O feminicídio expôs falhas graves no atendimento às mulheres vítimas de violência que procuram a unidade. Por conta disso, o Ministério das Mulheres foi acionado e também foi aberta investigação do Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial).

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, chega a Campo Grande nesta terça-feira. Ela se reunirá com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB); a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP); e com o presidente e o corregedor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, os desembargadores Dorival Renato Pavan e Ruy Celso Barbosa Florence, respectivamente.

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