Durante processo de adoção, mãe viaja e bebê de 3 meses morre em posto de saúde
Criança teve piora na madrugada e não resistiu após dar entrada na UPA em estado grave
Bebê que completaria 4 meses no sábado (21) morreu na tarde desta sexta-feira (20), após dar entrada em estado grave na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coophavila II, em Campo Grande. O caso foi registrado como morte a esclarecer.
RESUMO
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Um bebê de quase 4 meses morreu em Campo Grande após dar entrada em estado grave na UPA Coophavila II. A criança estava sob cuidados irregulares de duas mulheres que alegavam estar em processo de adoção, sem formalização judicial. A mãe biológica, usuária de drogas e parente distante de uma das cuidadoras, havia viajado para o Pará. O bebê, que era prematuro e tinha histórico de saúde frágil, apresentou sinais de mal-estar antes de ser levado à unidade de saúde, onde faleceu por suspeita de broncoaspiração. O caso está sendo investigado.
A criança estava sob os cuidados de duas mulheres que afirmaram estar em processo de adoção. No entanto, conforme o boletim de ocorrência, o procedimento ainda não havia sido formalizado na Justiça, o que caracteriza uma situação irregular de guarda.
Segundo relato à polícia, a mãe biológica é parente distante de uma das mulheres e chegou a morar com ela ainda durante a gestação. Após o nascimento, o bebê permaneceu sob os cuidados da família, mesmo sem autorização judicial. Dias antes do ocorrido, a mãe viajou para o Estado do Pará e deixou o filho com as duas mulheres, que pretendiam regularizar a adoção.
Na madrugada desta sexta-feira, o bebê passou a apresentar sinais de mal-estar, com choro baixo, gemência e possível febre. Pela manhã, por volta das 8h30, mamou pouco e continuou com o quadro, o que levou a responsável a procurar ajuda. Por volta das 9h30, a criança foi levada à unidade de saúde.
De acordo com o atendimento médico, o bebê deu entrada às 11h01 já em estado grave, com sinais de insuficiência respiratória, incluindo cianose, extremidades frias e esforço para respirar. A suspeita inicial é de broncoaspiração, quando há entrada de alimento ou secreção nas vias respiratórias.
Equipes médicas realizaram manobras de reanimação, mas a criança não resistiu e morreu às 12h43.
Ainda conforme o registro, o bebê era prematuro, havia nascido com 35 semanas e tinha histórico de saúde frágil, tendo permanecido intubado após o nascimento. Também foi informado que a mãe biológica seria usuária de drogas.
A Polícia Militar foi acionada pela unidade de saúde e o caso encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. O corpo foi levado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passará por exames que devem apontar a causa da morte
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