Após flagrante de whisky falso, polícia prende mais 2 por revenda de kit bebida
Casal vendia combo com bebida adulterada e energético por delivery
A prisão de um casal por falsificação de whisky no Bairro Zé Pereira levou a Polícia Civil a novos endereços em Campo Grande nesta sexta-feira (20) e terminou com mais duas pessoas presas por revenda das bebidas adulteradas, comercializadas no formato de “kit”, prática comum entre ambulantes na Capital.
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A Polícia Civil de Campo Grande prendeu mais duas pessoas envolvidas na comercialização de bebidas falsificadas, após flagrante inicial de um casal que produzia whisky adulterado no Bairro Zé Pereira. Os produtos eram vendidos em "kits", combinando bebidas alcoólicas e energéticos, principalmente via delivery. A operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo, apreendeu garrafas vazias e preenchidas com whisky falsificado. A investigação continua para identificar outros pontos de distribuição, sendo que os envolvidos podem responder por crime contra a saúde pública.
As diligências foram realizadas por equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), a partir de denúncias que indicavam pontos onde os produtos falsificados estariam sendo distribuídos.
O primeiro endereço vistoriado foi uma conveniência no Jardim Bálsamo. Com a chegada da polícia, houve correria e várias pessoas fugiram pulando o muro do estabelecimento. Ninguém foi preso no local.
Na sequência, os policiais foram até uma conveniência na Rua Barueri, no Bairro Moreninhas, mas o comércio estava fechado há mais de uma semana. Informações levantadas indicam que o proprietário estaria tentando repassar o ponto.
A prisão aconteceu na Rua Delamari, em uma residência utilizada como ponto de revenda. No imóvel, os policiais encontraram diversas garrafas vazias e outras já preenchidas com o whisky falsificado.
De acordo com a investigação, o casal comercializava bebidas como whisky, vodka e energético, principalmente por delivery. Os produtos eram vendidos em “kits”, combinação popular que inclui bebida alcoólica e energético, comum em vendas informais na cidade.
A mulher confessou que sabia que os produtos eram falsificados e que comprava as bebidas diretamente do endereço no Bairro Zé Pereira, onde funcionava o esquema de produção. Imagens obtidas pela polícia mostram ela retirando os itens no local.
O casal, incluindo o homem cadeirante, foi preso. Um Fiat Uno utilizado no transporte das bebidas também foi apreendido.
Prisão do casal que falsificava - O caso é desdobramento da operação que prendeu, mais cedo, Rafael e Jhenifer, apontados como responsáveis pela produção das bebidas falsificadas no Zé Pereira. No imóvel, a polícia encontrou garrafas de marcas conhecidas, bebidas de baixa qualidade usadas na mistura, além de materiais utilizados no envase e lacração, como embalagens e até um secador de cabelo.
A Polícia Civil agora busca identificar outros pontos de distribuição e possíveis envolvidos na cadeia de revenda. Além dos responsáveis pela falsificação, comerciantes que tinham conhecimento da fraude podem responder criminalmente, já que a venda de bebidas adulteradas é considerada crime contra a saúde pública.
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