Jovem suspeito de roubo que teve comparsa morto atropelado é solto após 66 dias
Decisão revogou a prisão preventiva de Gustavo de Oliveira Santos, que responderá ao processo em liberdade
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O ex-acadêmico de engenharia elétrica da UFMS, Gustavo de Oliveira Santos, de 19 anos, suspeito de envolvimento em uma série de roubos que terminou com a morte do comparsa após atropelamento na Avenida Eduardo Elias Zahran, em Campo Grande, teve a prisão revogada pela Justiça e ganhou liberdade após 66 dias. A revogação da foi determinada pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande, em decisão assinada no dia 27 de janeiro.
- Leia Também
- Acadêmico tem prisão mantida após morte de comparsa em assalto
- "Jamais queria que acabasse assim", diz jovem que atropelou suspeito de roubo
Gustavo havia sido preso em flagrante na noite de 20 de novembro de 2025, após participar de um assalto a um técnico eletrônico de 26 anos. Durante a fuga, a motocicleta usada pela dupla foi atingida por um carro no cruzamento da Zahran com a Rua Domingos Marquês. O piloto da moto, André Luiz dos Santos Júnior, de 18 anos, morreu no local. Gustavo ficou ferido e foi encaminhado sob escolta policial à Santa Casa, onde permaneceu internado e depois teve a prisão convertida em preventiva.
À época, a Justiça manteve a detenção com base na gravidade do crime, no uso de grave ameaça, na pena superior a quatro anos e no entendimento de que a liberdade poderia representar risco à ordem pública e à instrução do processo. O Ministério Público também havia se manifestado pela manutenção da prisão.
No entanto, ao reavaliar o caso, o juiz Waldir Peixoto Barbosa entendeu que, apesar de existirem indícios da prática delitiva, não estavam presentes elementos concretos que justificassem a continuidade da prisão preventiva de forma proporcional e necessária. Na decisão, o magistrado destacou que a conduta atribuída ao réu, embora reprovável, não demonstrou periculosidade exacerbada nem risco efetivo à ordem pública, além de não haver indícios de tentativa de fuga ou de obstrução da instrução criminal.
Com isso, a prisão preventiva foi revogada e determinada a expedição de alvará de soltura, desde que Gustavo não estivesse preso por outro motivo. Como medidas cautelares, ele deverá comparecer mensalmente em juízo para informar e atualizar endereço e telefone, não se envolver em novo crime doloso e comparecer a todos os atos do processo. O descumprimento das condições pode resultar em nova decretação de prisão preventiva.
O processo segue em andamento na 5ª Vara Criminal. A audiência de instrução e julgamento foi designada para o dia 25 de fevereiro de 2027, quando serão ouvidas a vítima, testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu. A defesa de Gustavo é feita pelos advogados Willian Wagner Maksoud e Ricardo Wagner Pedrosa Machado.

