“Não mirei em ninguém”, diz réu que matou jovem após briga de cachorro
Crime aconteceu no dia 22 de março de 2018, na Rua do Seminário; vítima foi morta com tiros nas costas
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Sete anos após matar Luiz Henrique de Souza Barbarotti, de 21 anos, por briga de cachorro, o caminhoneiro Lincoln Marcio D’Elia, disse chorando durante julgamento nesta quarta-feira (26), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, que “não mirou em ninguém” e “não foi para matar”. O crime aconteceu no dia 22 de março de 2018, por volta das 23h30, na Rua do Seminário, no Jardim Seminário, em Campo Grande.
RESUMO
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O caminhoneiro Lincoln Marcio D’Elia está sendo julgado pelo assassinato de Luiz Henrique de Souza Barbarotti, ocorrido em 2018 após uma briga de cachorros em Campo Grande. Durante o julgamento, Lincoln afirmou que não tinha intenção de matar e que atirou para acabar com a briga, alegando que não mirou em ninguém. O crime teria sido motivado por um desentendimento entre a vítima e os filhos do réu. Luiz Henrique foi morto pelas costas e outro jovem foi ferido. O julgamento ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Lincoln cometeu o crime por motivo fútil, em razão de desentendimento banal ocorrido entre a vítima e os filhos do réu.
Conforme divulgado à época, Luiz Henrique e mais três amigos passeavam com os animais na Orla Morena, quando os cachorros, um deles da raça pitbull, escaparam da casa do réu. Os cães, então, passaram a brigar. Para separá-los, os amigos da vítima empurraram e chutaram o pitbull, resultando em bate-boca.
Após a confusão, os rapazes foram embora, mas acabaram interceptados por Lincoln que estava com os dois filhos em um carro. Mais uma vez houve discussão e o réu acabou atirando. Luiz Henrique foi morto pelas costas. Um dos amigos da vítima, Marco Antônio Peralta, foi ferido com coronhadas na cabeça e precisou levar 17 pontos. Ele também foi ouvido nesta manhã.
Ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, Lincoln relatou que só queria conversar e foi atrás do grupo para tentar resolver a situação, porque eles tinham ido até a casa dele e quebrado a lixeira. “Fui atrás para tentar resolver. Quebraram uma garrafa no meu carro. Não fui para matar ninguém, eu não mirei em ninguém. Atirei para acabar a briga”, disse bastante emocionado. Sobre a arma, alegou que comprou para se proteger em razão de sua profissão. O resultado do julgamento deve sair o fim da tarde.
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