Preso que comandava tráfico no Paraná matou esposa em frente à boate
Derlei dos Santos foi alvo de mandado durante a operação Matrioska na “Máxima”
Alvo da operação Matrioska nesta quarta-feira (25), Derlei dos Santos, 42 anos, foi preso em março de 2016 por matar a esposa Adriana Mattos dos Santos. O crime aconteceu em fevereiro daquele ano em frente a uma boate em Ponta Porã, distante 313 quilômetros de Campo Grande. Ele foi alvo de mandado no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a “Máxima”, localizada no Jardim Noroeste, na Capital.
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Derlei dos Santos, 42 anos, preso por matar a ex-esposa em 2016, foi alvo da operação Matrioska. O crime ocorreu em Ponta Porã (MS), quando ele disparou oito tiros contra Adriana Mattos dos Santos em frente a uma boate. A vítima, que sofria ameaças constantes, faleceu dois dias depois. Atualmente detido na Penitenciária Máxima de Campo Grande, Santos é acusado de comandar uma rede de tráfico de drogas no Paraná. A operação Matrioska descobriu que o grupo utilizava "mulas", principalmente mulheres com crianças, para transportar entorpecentes de Mato Grosso do Sul para Pato Branco (PR).
Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Derlei e Adriana mantiveram relacionamento de agosto a dezembro de 2015, quando a vítima decidiu pela separação por conta das agressões físicas e verbais. Ela então mudou de Pato Branco (PR) e começou a trabalhar na boate em Ponta Porã, em janeiro de 2016.
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Inconformado com o término, Derlei passou a perseguir a vítima para tentar reatar o relacionamento. Ele chegou a mandar inúmeras mensagens via WhatsApp e, como não conseguiu convencê-la, passou a ameaçar Adriana de morte.
No dia do crime, a vítima estava em um dos quartos do local quando Derlei chegou se passando por cliente. Ele disse que queria falar com Adriana e quando chegou ao cômodo disse "Oi amor, sou eu". Em seguida abraçou a mulher e a levou para outro local dentro da boate.
Minutos depois, Derlei sacou a arma e atirou contra Adriana, que foi atingida no rosto, pescoço, costas, peito e braço. A mulher foi socorrida e encaminhada para o Hospital Regional, mas acabou sendo transferida para Dourados por conta da gravidade dos ferimentos. Ela foi atingida por 9 disparos e sofreu hemorragia aguda.
Derlei fugiu logo em seguida e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Na época, a investigação apontou que ele havia recebido apoio de narcotraficantes na região de fronteira para cometer o crime e depois se esconder em território paraguaio, de onde foi para o Paraná.
A polícia capturou o acusado 1 mês depois na cidade de Pato Branco (PR), quando ele já refazia sua vida. Ele contou na época que havia comprado a arma dias antes e a descartou em uma lata de lixo após o crime. Derlei confessou ser o assassino de Adriana, mas alegou que queria apenas assustar a vítima. Porém, por se tratar de uma pistola automática, saiu uma rajada de tiros.
“Matrioska” – Na manhã de ontem, Derlei acabou sendo alvo da operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná. Equipe do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul cumpriu a ordem judicial de busca na cela onde ele está na “Máxima” e encontrou sete celulares.
O suspeito é acusado agora de comandar o tráfico no Paraná de dentro da penitenciária em Campo Grande. Segundo as investigações, o grupo possuía estrutura hierarquizada voltada à aquisição, transporte, armazenamento e comercialização de entorpecentes, especialmente crack e cocaína, além de atuar na lavagem de dinheiro.
O detento, conforme a polícia paranaense, exercia papel de liderança utilizando contas bancárias de "laranjas”, para movimentar e ocultar valores da atividade ilícita. As investigações começaram em 26 de agosto de 2025, após a prisão em flagrante de uma mulher no município de Realeza (PR).
Ela foi abordada em um ônibus transportando mais de dois quilos de crack. A partir do caso, os investigadores identificaram que a droga saía de Mato Grosso do Sul com destino à cidade de Pato Branco (PR).
De acordo com a polícia, o transporte era feito por “mulas”, principalmente mulheres que viajavam em ônibus interestaduais, muitas vezes acompanhadas de filhos, como forma de tentar despistar a fiscalização.
Ao todo, a Justiça autorizou 24 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão domiciliar, além de bloqueio e sequestro de ativos financeiros. As ordens judiciais foram cumpridas no Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
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