“Saiu da cidade há alguns dias”, diz delegado sobre buscas a Camillo Zahran
Responsável pela investigação diz que provas convenceram a Justiça sobre "a necessidade da prisão”

Principal alvo da Operação Castelo de Cartas, deflagrada pela Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP), Camillo Gandi Zahran Georges, de 36 anos, já não estava em Campo Grande quando os policiais chegaram para cumprir o mandado de prisão. Segundo o delegado Fernando Tedde, responsável pelas apurações, o investigado deixou a cidade há alguns dias e, até o momento, não há informações sobre seu paradeiro.
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A polícia de São José do Rio Preto (SP) deflagrou a Operação Castelo de Cartas, que tem como principal alvo Camillo Gandi Zahran Georges, de 36 anos. O suspeito, que já não estava em Campo Grande quando os policiais chegaram para cumprir o mandado de prisão, é investigado por liderar um esquema de falsos investimentos. A operação investiga crimes de associação criminosa e estelionato envolvendo herdeiros do Grupo Zahran. Os suspeitos usavam o sobrenome da família para induzir empresários a investir em negócios inexistentes. Foram apreendidos R$ 1,5 milhão em notas promissórias, R$ 250 mil em dinheiro, carros de luxo, joias e armas.
“Quando chegamos para cumprir o mandado, ele não estava mais na casa e sabemos que saiu de Campo Grande há alguns dias. Até agora, nenhum advogado nos procurou em nome do Camillo e não temos a possível localização dele”, afirmou o delegado em entrevista por telefone ao Campo Grande News.
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De acordo com Tedde, a investigação aponta Camillo como o principal articulador do esquema de falsos investimentos. “Ficou bem claro durante a investigação que o Camillo é o chefe, é o cabeça”, explicou.

Segundo o delegado, embora o crime de estelionato costume ser tratado como de menor potencial ofensivo, o conjunto de provas levou a polícia a sustentar que o caso pode se enquadrar como organização criminosa. “Alegamos à Justiça que o esquema atingiu um grande número de pessoas, de várias cidades, e conseguimos convencer da necessidade da prisão”, disse.
Ele não descarta novas medidas caso surjam mais provas. “Se aparecerem novos elementos que justifiquem a prisão do Gabriel, isso pode ser pedido futuramente, mas por enquanto apenas o Camillo é procurado”.
Sobre Gabriel Gandi Zahran Georges, irmão de Camillo, ouvido nesta quarta-feira (28) por cerca de três horas na Depac do Cepol, Tedde afirmou que ainda não teve acesso ao teor completo do depoimento. “A princípio, ele nega”, resumiu.
O delegado também destacou que a polícia espera o surgimento de novas vítimas após a deflagração da operação. “As primeiras vítimas já foram lesadas em mais de um milhão. Muitas pessoas têm vergonha de registrar boletim de ocorrência, mas depois de operações como essa, acabam procurando a delegacia”, afirmou.
A Operação Castelo de Cartas investiga crimes de associação criminosa e estelionato envolvendo dois herdeiros do Grupo Zahran. Os investigados usavam o sobrenome da família para induzir empresários a investir em negócios e empresas que não existiam.
Camillo chegou a aplicar golpe de cerca de R$ 5 milhões em um casal de amigos de Campo Grande. Por esse crime, ele e comparsas foram denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em dezembro do ano passado, após investigação iniciada em agosto de 2024.
Operação - Durante a ofensiva, foram apreendidos R$ 1,5 milhão em notas promissórias e R$ 250 mil em dinheiro, além de 10 carros de luxo, relógios de alto valor, joias, celulares, cartões bancários, máquinas de cartão e vasta documentação. Quatro armas municiadas também foram localizadas e apreendidas. As investigações seguem em andamento e o valor total dos prejuízos causados às vítimas ainda não foi divulgado.
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