Moradora de Corumbá mostra água até o pescoço em noite de temporal
Após a água baixar, o que a família viu foi a residência tomada por barro e os eletrodomésticos espalhados
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Forte temporal em Corumbá, Mato Grosso do Sul, causou alagamentos e deixou cerca de 200 famílias afetadas na última terça-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou precipitação de 136,8 milímetros, resultando em 27 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros. Uma das vítimas, Fabiana Santos, de 35 anos, teve sua casa invadida pela água até a altura do pescoço. A enxurrada também provocou o desabamento de parte do acostamento da rodovia Ramon Gomez, levando à interdição do trecho por tempo indeterminado.
A forte chuva que atingiu Corumbá provocou alagamentos e deixou famílias em situação de desespero. A saladeira Fabiana Santos, de 35 anos, viveu momentos de pânico ao ver a água subir rapidamente, chegando à altura do pescoço dentro de sua casa.
- Leia Também
- Corumbá cria grupo para avaliar danos causados pela chuva e ajudar desabrigados
- Chuva de 136,8 mm colocou fim aos focos de incêndio no Pantanal
Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu 136,8 milímetros na terça-feira (27).
No mesmo terreno onde Fabiana mora vivem três famílias: um irmão com o filho, outro irmão com a esposa e, em uma casa separada, ela com os três filhos, de 4, 7 e 10 anos.
Segundo ela, tudo aconteceu de forma muito rápida, sem tempo para salvar os pertences. "A gente estava olhando pela câmera, estava tudo tranquilo. Quando virei as costas para ir para o fundo, não teve jeito”, contou.
Fabiana gravou um vídeo mostrando a água até o pescoço na parte da frente da casa, que fica em uma área mais baixa do terreno. “A água veio com força e foi subindo. O vídeo que eu fiz é na varanda da minha casa. Só consegui salvar um colchão do meu irmão e um da minha casa”, relatou.
Com a casa tomada pela água, moradores e animais precisaram se refugiar na parte de trás do terreno, que é mais alta. “Temos cachorro, gato, porco. Fomos todos para o fundo da casa”, disse.
Após a água baixar, o cenário era de destruição. A residência ficou completamente tomada por barro, roupas sujas, móveis espalhados e utensílios e eletrodomésticos danificados.
“Ficou horrível, parece que passou um monte de boiada. Sujeira para tudo quanto é lado. A máquina de lavar não quer pegar, a geladeira também não. Documento eu nem sei onde está”, lamentou.
Moradora da região há 35 anos, Fabiana afirma que os alagamentos são recorrentes e que a família não tem alternativa para sair do local. “Sempre enche. A gente não pode sair porque não tem para onde ir”, desabafou.
Ela também relatou a dificuldade de lidar com a situação junto às crianças. “Meus filhos acharam que era rio para nadar. Eles não entendem”, concluiu.
Outras consequências – Na terça-feira, o Corpo de Bombeiros de Corumbá atendeu 27 ocorrências relacionadas ao temporal, sendo 21 chamados de alagamentos em residências e seis quedas de árvores. Na quarta-feira (28), foram cinco ocorrências de queda de árvore.
A Defesa Civil Municipal de Corumbá aponta que cerca de 200 famílias foram afetadas.
Além disso, a força da enxurrada também provocou o desabamento de parte do acostamento da rodovia Ramon Gomez, no trecho entre a Escola CAIC e o Parque Marina Gattass.
Após a inspeção, foi decidido interditar por tempo indeterminado o trecho para o tráfego de veículos.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


