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Em Pauta

Roupas e apetrechos de cavalos: como era feito o couro no MS

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 12/01/2026 07:52
Roupas e apetrechos de cavalos: como era feito o couro no MS

Não existiam lojas que vendessem roupas ou apetrechos de couro nos primórdios do Mato Grosso do Sul. O couro era produzido em quase todas as fazendas. O processo era bem rudimentar: bastavam caldeirões, fogo e cascas de determinadas árvores. O quebracho, que dava um tanino de tom avermelhado, era a árvore mais usada no Pantanal. Nas demais regiões, a acácia e o carvalho eram os prediletos. A acácia era sinônimo de flexibilidade, enquanto a resistência era a do carvalho.

Roupas e apetrechos de cavalos: como era feito o couro no MS

E dá-lhe fogo!

O caldeirão fervia intensamente. Ao lado, havia um segundo caldeirão com uma peneira de trançado sobre a boca. Quem fazia o couro usava retalhos, com se fossem luvas, para proteger as mãos do calor do caldeirão fervente. No primeiro caldeirão ia as cascas da planta utilizada e água até a metade. Quando fervia, tinham obtido a solução para curtir a pele da vaca. Despejavam essa solução na peneira sobre o segundo caldeirão, retirando pedaços de casca. Em seguida, levavam a pele preparada antecipadamente.


Roupas e apetrechos de cavalos: como era feito o couro no MS

Preparando o couro.

A pele, retirada da vaca, era raspada. Internamente, para limpar de pedacinhos de carne que sobrassem. Externamente, a limpeza era de pelos. Limpo, o couro ficava mais de trinta dias no caldeirão que continha a solução. O processo de curtimento não podia ser apressado: a solução precisava penetrar por toda a pele. O propósito era conter o apodrecimento que deixaria o material malcheiroso, desmanchando-se pouco a pouco.

 

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