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Direto das Ruas

Indígenas em busca de moradia ocupam área às margens da BR-262

Grupo de 30 pessoas dividiu lotes dentro de terreno desocupado no Indubrasil

Por Gustavo Bonotto | 26/01/2026 21:24
Indígenas em busca de moradia ocupam área às margens da BR-262
Indígenas em terreno desocupado às margens da BR-262. (Foto: Direto das Ruas)

Tentativa de ocupação irregular mobilizou equipes da PM (Polícia Militar) e GCM (Guarda Civil Metropolitana) às margens da BR-262, região do Indubrasil, na noite desta segunda-feira (26). Conforme apurado pela reportagem, um, grupo de indígenas tenta ocupar uma área que pertenceria à Prefeitura em busca de moradias.

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Grupo de aproximadamente 30 indígenas tentou ocupar terreno às margens da BR-262, na região do Indubrasil, em Campo Grande, mobilizando forças policiais na noite de segunda-feira. Os ocupantes, liderados pelo cacique Gideildo Dias, iniciaram a demarcação do espaço com colchões, travesseiros e lonas.O grupo alega buscar moradia digna e afirma que a área pertence à Prefeitura. Segundo o cacique, os indígenas são moradores que pagam aluguel e buscam uma solução habitacional. A administração municipal não se manifestou sobre o caso até o momento.

Cerca de 30 pessoas entraram no terreno no fim da tarde, chegaram a iniciar a demarcação dos espaços e seguem no local mesmo com a intervenção policial. Dentro da área, os policiais encontraram colchões, travesseiros, lonas e indícios de que a ocupação estava sendo organizada para avançar ainda nesta noite.

Em vídeos encaminhados à reportagem, é possível observar o momento em que guardas se aproximam dos indígenas e questionam quem é o líder e pedem para que documentos sejam apresentados.

O cacique responsável, Gideildo Dias, informou ao Campo Grande News que a área seria pública. "Todo mundo aqui é morador de aluguel, paga água, paga luz. O que Deus colocou no meu coração foi tirar essas pessoas do aluguel", complementa.

Em outro corte, o líder afirma que foi coagido e pede mais explicações após ter recebido uma ordem de prisão. "Aqui ninguém matou e ninguém roubou, estamos procurando o direito de uma moradia digna", discorre.

O Campo Grande News tentou contato com a administração municipal, mas não houve retorno após o prazo estipulado de uma hora para a publicação do texto. O espaço segue aberto para manifestações futuras.