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Economia

Possível greve de caminhoneiros ainda não tem adesão em MS, dizem entidades

Sindicatos e setor empresarial afirmam que não há mobilização confirmada no estado

Por Kamila Alcântara | 18/03/2026 15:47
Possível greve de caminhoneiros ainda não tem adesão em MS, dizem entidades
Protesto dos caminhoneiros na BR-163, em 2018 (Foto: Arquivo Campo Grande News)

A ameaça de greve nacional de caminhoneiros, que ganhou repercussão nos últimos dias por causa da alta do diesel, ainda não tem adesão confirmada em Mato Grosso do Sul. Nesta quarta-feira (18), entidades consultadas pelo Campo Grande News afirmam que, até o momento, não há mobilização organizada nem posicionamento oficial no Estado.

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Entidades representativas de caminhoneiros em Mato Grosso do Sul afirmam não haver adesão local à greve nacional prevista para sexta-feira (19). O Sindicargas-MS, o Sinpetro-MS e o Setlog-MS relatam ausência de mobilização organizada no estado.Apesar da falta de adesão local, o setor reconhece a pressão causada pelo aumento do diesel e dificuldades no repasse de custos. A paralisação nacional é motivada pelo alto preço do combustível, problemas com o frete e falhas na aplicação da tabela mínima de preços.

O Sindicargas-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas de Mato Grosso do Sul) informou que não recebeu nenhum comunicado formal sobre paralisação. Segundo a entidade, esse tipo de movimento costuma partir principalmente de motoristas autônomos, e não há sinalização concreta da categoria local.

“Até agora não tem nenhum comunicado oficialmente. Geralmente essas greves são puxadas pelos autônomos, que são mais prejudicados”, informou o sindicato.

No setor de combustíveis, o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul) também relatou incerteza. “Existem muitas informações contraditórias, de oficial não temos nada”, afirmou, destacando que acompanha a situação.

Já o Setlog-MS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul) disse que, por enquanto, o que existe são apenas relatos da imprensa nacional, sem reflexo prático nas empresas do Estado. O setor reforça que não há paralisação organizada e que empresas não aderem diretamente a esse tipo de movimento.

“Até o momento são insights da mídia sobre uma possível greve, mas as empresas não têm nenhum pronunciamento sobre isso,” informou.

Apesar da ausência de mobilização local, o setor reconhece o cenário de pressão causado pelo aumento do diesel e pela dificuldade de repasse dos custos. “Hoje é muito temerário pegar um serviço sem saber a que preço vai abastecer no caminho”, diz o posicionamento.

Nos últimos dias, lideranças nacionais de caminhoneiros passaram a falar abertamente em paralisação, alegando que o aumento do combustível tem inviabilizado a atividade. Entre as principais queixas estão o preço do diesel, a dificuldade de repassar custos no frete e falhas na aplicação da tabela mínima de preços.

Greve - Caminhoneiros articulam uma greve nacional com início previsto para esta sexta-feira (19), motivada principalmente pela alta no preço do diesel e pela redução na margem de lucro da categoria. Lideranças pedem a revisão do piso mínimo do frete e medidas contra aumentos abusivos no combustível, ameaçando parar o transporte de cargas.

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