COP15 em Campo Grande atrai cobertura global comparável à COP30, diz Marina
Evento será sediado na Capital na próxima semana; ministra do Meio Ambiente elogiou cobertura jornalística

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou nesta quarta-feira (18) o interesse da imprensa na COP15, realizada em Campo Grande na próxima semana. Segundo ela, a cobertura jornalística nacional e internacional do evento não fica atrás da esperada para a COP30, realizada em novembro do ano passado, em Belém (PA).
RESUMO
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A COP15, Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias, será realizada em Campo Grande de 23 a 29 de março. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou o interesse da imprensa nacional e internacional no evento, comparável à COP30 de Belém. O Brasil assumirá a presidência da Conferência pelos próximos três anos, com o objetivo de expandir a adesão ao acordo, que atualmente conta com 132 países e a União Europeia. O governo brasileiro já convidou 18 nações para integrar o tratado, com convites estratégicos feitos pelo presidente Lula.
A ministra também elogiou a parceria com o governo de Mato Grosso do Sul na organização e no apoio ao evento. "É uma convenção muito técnica, muito baseada em ciência", afirmou, defendendo que as decisões tomadas no encontro sejam construídas de forma integrada. "Sempre que seja compartilhado entre diferentes órgãos do governo.”
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A ministra aproveitou para reafirmar o compromisso do país com a pauta ambiental. "O Brasil tem procurado ter uma agenda bem forte nessa área", declarou, citando como exemplo as áreas protegidas brasileiras.
A COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias) acontece em Campo Grande de 23 a 29 de março, reunindo mais de 2 mil participantes de delegações de todo o mundo.
A partir daí, o Brasil se tornará o novo presidente da Conferência, segundo o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. O País exercerá a função por três anos, até que ocorra nova eleição para a presidência.
Durante o período, uma das prioridades é expandir a adesão ao acordo, hoje composto por 132 países e pela União Europeia. Capobianco revelou que o governo já convidou 18 nações ainda de fora do tratado, e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pessoalmente antecipou convites a países considerados estratégicos.
Além da relevância política e ambiental destacada pela ministra, a realização da conferência mobiliza uma operação logística e de segurança em diferentes níveis na Capital.
A Prefeitura de Campo Grande estruturou um esquema especial que começa antes mesmo da abertura oficial e segue entre os dias 22 e 29 de março. Cerca de 100 agentes da Guarda Civil Metropolitana atuarão diariamente em pontos estratégicos, incluindo hotéis que receberão delegações internacionais, o Aeroporto Internacional de Campo Grande e o entorno da chamada “Zona Azul”, área oficial do evento.
No local, equipes fixas e viaturas farão o monitoramento contínuo, com apoio de câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade e integração a um centro de comando que acompanhará, em tempo real, ocorrências relacionadas à conferência. Também haverá agentes bilíngues para auxiliar na comunicação com participantes estrangeiros.
No âmbito federal, a Polícia Federal ficará responsável por ações como varreduras antibomba, controle do espaço aéreo e restrição ao uso de drones nas áreas do evento. A corporação também atuará na proteção de autoridades estrangeiras e na coordenação com organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas, responsável pela área oficial da conferência.
Paralelamente, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito montou um plano especial para garantir a fluidez no trânsito. Agentes serão posicionados em vias estratégicas, principalmente nos trajetos entre hotéis, aeroporto e locais de realização da COP15. A cidade também recebeu reforço na sinalização viária, com placas bilíngues, além de monitoramento em tempo real do deslocamento das delegações.
A programação do evento será distribuída em diferentes pontos da cidade, como o Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, o Bioparque Pantanal e o Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, o que amplia o desafio logístico durante a semana da conferência.
No setor econômico, a realização da COP15 já provoca reflexos. Levantamentos em plataformas de hospedagem indicam aumento de até 60% nos preços de acomodações durante o período do evento. Apesar disso, representantes do setor hoteleiro afirmam que a demanda ainda é considerada pontual e que há incerteza sobre o impacto real na ocupação.
Com discurso de protagonismo ambiental e uma estrutura robusta montada nos bastidores, a COP15 deve testar, na prática, a capacidade de Campo Grande de sediar um evento internacional de grande porte sem comprometer a rotina da cidade.

