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Economia

Selic cai menos que o esperado pelo mercado e vai de 15% para 14,75% ao ano

Redução de 0,25 ponto foi menor que o esperado e reflete incerteza com inflação e cenário externo

Por Kamila Alcântara | 18/03/2026 18:12
Selic cai menos que o esperado pelo mercado e vai de 15% para 14,75% ao ano
Sede do Banco Central em Brasília (DF) (Foto: Adriano Machado/REUTERS)

O Banco Central do Brasil iniciou o ciclo de queda da taxa básica de juros ao reduzir a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) de 15% para 14,75% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária) tomou a decisão nesta quarta-feira (18), e todos os membros foram unânimes.

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O Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros Selic de 15% para 14,75% ao ano, em decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma redução de 0,5 ponto antes da escalada de tensões no Oriente Médio. A primeira queda da Selic desde maio de 2024 ocorre em um cenário de cautela, com inflação acima da meta e incertezas globais. O conflito no Oriente Médio e seus impactos nos preços do petróleo, somados à desaceleração da economia brasileira e ao mercado de trabalho ainda aquecido, influenciaram a decisão conservadora do Banco Central.

O corte de 0,25 ponto percentual veio abaixo do que parte do mercado esperava. Antes da escalada de tensões no Oriente Médio, a aposta majoritária era de uma redução maior, de 0,5 ponto. A mudança de cenário, com aumento do preço do petróleo e maior pressão inflacionária global, fez o Banco Central adotar uma postura mais cautelosa.

Essa foi a primeira queda da Selic desde maio de 2024 e ocorre após cinco reuniões seguidas sem alteração, quando os juros foram mantidos no maior nível em cerca de duas décadas. Na prática, o movimento marca o início de um novo ciclo, mas ainda com ritmo lento.

O Banco Central sinalizou que, apesar da desaceleração da economia brasileira, a inflação continua acima da meta e exige atenção. As projeções indicam que os índices devem permanecer elevados nos próximos anos, o que limita cortes mais agressivos.

O cenário internacional pesa na decisão. O conflito no Oriente Médio, com impacto direto sobre o preço do petróleo, elevou a incerteza global e pode pressionar ainda mais os preços, inclusive no Brasil.

Dentro do país, a atividade econômica começa a perder força, como esperado após o período de juros altos, mas o mercado de trabalho segue aquecido. Esse equilíbrio, com economia desacelerando e inflação ainda resistente, reforça a cautela do Banco Central.

No comunicado, o Copom indica que os próximos passos dependerão dos dados econômicos e da evolução do cenário externo. Ou seja, novos cortes podem acontecer, mas sem compromisso com ritmo acelerado.

A decisão representa uma mudança de direção na política monetária, mas ainda distante de um cenário de juros baixos no curto prazo.

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