Semana Santa: cuidado com o peixe começa na compra
Falhas na conservação e armazenamento podem trazer riscos à saúde
Com a aproximação da Semana Santa — período em que o peixe ganha protagonismo nas mesas — a Vigilância Sanitária de Campo Grande acende um alerta que vai além da tradição: segurança alimentar também entra no cardápio.
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O aumento na procura por pescados, típico desta época do ano, exige atenção redobrada tanto de comerciantes quanto dos consumidores. Isso porque, segundo o órgão, pequenos descuidos na conservação e no manuseio podem se transformar em riscos reais à saúde.
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Na hora da compra, alguns sinais fazem toda a diferença. O pescado deve estar sob refrigeração adequada, com aparência fresca, odor característico e textura firme. Bancadas limpas, ambiente higienizado e informações claras no rótulo — como procedência e prazo de validade — também são indicativos de que o alimento está dentro dos padrões.
Mas nem sempre o perigo é visível. Alimentos contaminados podem não apresentar alterações aparentes, o que reforça a necessidade de critérios mais rigorosos na escolha. A recomendação é não confiar apenas no “olhômetro” e adotar cuidados básicos que ajudam a evitar doenças transmitidas por alimentos.
A Vigilância Sanitária mantém fiscalização contínua ao longo do ano, mas intensifica as orientações em períodos de maior consumo, como agora. Ainda assim, o órgão destaca que a participação da população é essencial para garantir a segurança alimentar.
“Em caso de irregularidades, o consumidor pode acionar a Ouvidoria da Sesau pelo telefone 0800 314 9955, que é gratuito”, orienta a gerente da Vigilância Sanitária, Renata Sanches.
No fim das contas, a escolha consciente começa antes do preparo. E, na Semana Santa, cuidar da qualidade do que vai à mesa é tão importante quanto manter a tradição.


