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Educação e Tecnologia

Enem agora também vai medir qualidade do ensino no Brasil

Decreto amplia função do exame, que passa a medir aprendizado e desempenho das escolas no país

Por Ângela Kempfer | 31/03/2026 15:45
Enem agora também vai medir qualidade do ensino no Brasil
Estudantes durante o Enem em Campo Grande (Foto: Arquivo)

O Exame Nacional do Ensino Médio, que já é a principal porta de entrada para a faculdade, passa a ter mais uma função: avaliar como está a educação no país. A mudança foi definida no decreto 12.915, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União.

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O Enem passará a integrar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), conforme decreto assinado pelo presidente Lula. O exame, além de porta de entrada para faculdades, avaliará a qualidade do ensino no país, gerando indicadores para políticas públicas. As notas medirão o aprendizado esperado pela BNCC e poderão avaliar escolas públicas e privadas. Para os candidatos, nada muda: o exame continua sendo usado no Sisu, Prouni e Fies.

Segundo o Ministério da Educação, o exame vai ajudar a criar indicadores para entender melhor o desempenho dos estudantes e orientar políticas públicas.

Durante a cerimônia, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a participação deve aumentar, já que muitos alunos dão mais importância ao Enem do que a outras provas nacionais.

Na prática, o Enem passa a integrar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) no fim do ensino médio. Isso significa que as notas do exame vão mostrar se os alunos aprenderam o que era esperado ao longo da educação básica, seguindo as regras da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Com isso, os resultados também poderão ser usados para avaliar escolas e redes de ensino, tanto públicas quanto privadas, além de medir se as metas educacionais estão sendo cumpridas.

Como milhões de estudantes fazem o Enem todos os anos, o MEC avalia que os dados serão mais completos e precisos. A ideia é identificar desigualdades e melhorar a qualidade do ensino ao longo do tempo.

A mudança também deve ajudar no acompanhamento do Plano Nacional de Educação (PNE), permitindo comparar resultados ao longo dos anos.

O governo ainda vai definir regras de transição para as edições de 2027 e 2028, para garantir que os dados continuem comparáveis com os anos anteriores.

Apesar da nova função, nada muda para quem faz a prova: o Enem continua sendo usado para entrar na faculdade pelo Sisu, conseguir bolsa pelo Prouni ou financiamento pelo Fies.

O exame, criado em 1998, também segue permitindo a certificação do ensino médio para maiores de 18 anos que atingirem a nota mínima.