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Entregadores de refeição por app não têm remuneração justa, dizem leitores

Categoria exige aumento para R$ 2,50 por quilômetro percorrido e pagamento mínimo de R$ 10 por entrega

Por Raíssa Rojas | 02/04/2025 07:52
Entregadores de refeição por app não têm remuneração justa, dizem leitores
Motoentregadores subindo a Avenida Afonso Pena na motociata do dia 31 (Foto: Henrique Kawaminami)

Entregadores realizaram (31) motociata na Capital por melhores condições de trabalho. A paralisação dos entregadores de aplicativo é um movimento nacional que planeja seguir até terça-feira (01). A enquete do Campo Grande News questionou se os leitores acreditam que os entregadores de refeição por app recebem uma remuneração justa. A maioria dps leitores, 74%, votaram que não, enquanto 26% escolheram que sim.

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Entregadores de aplicativos realizaram uma motociata em Campo Grande, parte de um movimento nacional chamado "Breque dos APPs", que busca melhores condições de trabalho. A maioria dos leitores do Campo Grande News acredita que a remuneração dos entregadores não é justa. As reivindicações incluem um pagamento mínimo de R$ 10 por entrega e aumento da taxa por quilômetro rodado. O iFood, uma das empresas envolvidas, afirmou estar estudando um reajuste para 2025. Movimentos semelhantes ocorreram em 2021, destacando a insatisfação com os custos operacionais não cobertos pelas taxas atuais.

A paralisação recebeu o nome de "Breque dos APPs" e está acontecendo por todo Brasil, liderado por entregadores de São Paulo com apoio do movimento VAT-SP (Vida Além do Trabalho) e da rede de ativismo, Minha Sampa.

 Entre as reivindicações estão o pagamento mínimo de R$ 10,00 por entrega, aumento da taxa de R$ 1,50 para R$ 2,50 por quilômetro rodado, limite de três quilômetros para bicicletas, além do fim de agrupamento de entregas sem compensação.

Essa foi a primeira motociata aconteceu na segunda-feira (31, a concentração ocorreu na Avenida Joaquim Dornelas, no Bairro Amambaí, região central de Campo Grande. De lá, seguiram pela Avenida Afonso Pena até a Praça do Rádio Clube.

O iFood declarou que "está atento ao cenário econômico e estudando a viabilidade de um reajuste para 2025", em nota enviada a VEJA. Segundo a empresa, o ganho bruto por hora trabalhada na plataforma é quatro vezes maior do que o valor do salário mínimo-hora nacional.

Outra manifestação parecida ocorreu em 2021 em Campo Grande, onde os motoentregadores reivindicaram o reajuste e mudanças no pagamento das taxas mínimas. As questões ainda eram que o pagamento recebido pelo aplicativo não supre o gasto com gasolina.

Na época, a empresa Ifood informou que atendeu a taxa mínima de entrega, que embora estabelecida em R$ 5,00, fica em média superior, de R$ 8 a R$ 9.  Além do aumento de 50% no quilômetro rodado, para o atual, R$ 1,50.

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