Depois da manga e da seriguela, araçá começa a aparecer nos bairros
Fruta conhecida no interior tem sido vista em bairros da Capital e desbloqueado lembranças da infância
Depois da amora, manga e da seriguela, cada vez mais comum nos quintais e calçadas, chegou a temporada do araçá, outra fruta típica do interior de Mato Grosso do Sul que já tem dado as caras. Pequeno, aromático e ainda pouco conhecido por quem cresceu na cidade, a fruta tem sido vista em alguns pontos de Campo Grande, como nos bairros Jardim Seminário, Coophafé e Santa Fé.
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O araçá, fruta nativa do Brasil da mesma família da goiaba, tem aparecido em alguns bairros de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, como Jardim Seminário, Coophafé e Santa Fé. A fruta, que pode ser encontrada nas variedades vermelha e amarela, é rica em vitamina C, fibras e antioxidantes. Típica do interior sul-mato-grossense, a fruta tem frutificação entre primavera e verão, podendo ser consumida in natura ou usada no preparo de sucos, polpas e geleias. Apesar de sua presença urbana ser considerada rara, o araçá desperta memórias afetivas em pessoas que cresceram em áreas rurais.
Foi no Seminário que o fotógrafo Wilmar Carrilho, de 64 anos, encontrou pés de araçá vermelho e amarelo, com frutas maduras espalhadas pelo chão. A cena chamou atenção não só pela raridade urbana, mas por desbloquear lembranças antigas, da época da infância.
“Quando eu era criança, tinha muito araçá na fazenda do meu pai e do meu avô, em Rochedo. A gente comia direto do pé, fazia a festa nessa época do ano”, lembra. Segundo Wilmar, hoje a fruta é difícil de encontrar até mesmo em áreas rurais, o que aumentou a surpresa ao vê-la crescendo em plena área urbana.
O Lado B encontrou a fruta na Avenida Padre João Falco e na Rua Sapucaí, no Jardim Seminário, na Rua das Garças, no Coophafé e no Bosque da Paz.
O araçá é uma fruta nativa do Brasil, da mesma família da goiaba, e pode ser encontrado em diferentes variedades, como o vermelho e o amarelo, conhecido popularmente como araçá-boi. O sabor lembra uma goiaba menor, com toque mais ácido, principalmente quando não está totalmente madura.
Em Campo Grande, no entanto, a fruta ainda passa despercebida. Em muitos lugares, acaba se perdendo no chão porque moradores não sabem que é comestível ou não reconhecem o araçá. Para Wilmar, isso ajuda a explicar por que a fruta quase desapareceu do cotidiano urbano.
“Muita gente mais nova nunca viu. Quem é do interior, de fazenda, geralmente conhece. Dá uma memória afetiva boa”, conta.
A frutificação do araçá acontece principalmente entre a primavera e o verão, período em que os frutos amadurecem e caem naturalmente. Além de ser consumido in natura, ele pode ser usado no preparo de sucos, polpas e geleias.
Apesar do tamanho pequeno, o araçá é rico em vitamina C, fibras e antioxidantes, o que o torna uma fruta nutritiva e refrescante, especialmente nos dias mais quentes. O tipo vermelho tende a ser um pouco mais adocicado, enquanto o amarelo costuma ser mais ácido.
“É uma lembrança boa de infância. A gente quase não vê mais, então quando encontra, surpreende”, finaliza Wilmar.
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