Josielly repetiu o feito da mãe e virou rainha do Carnaval após 8 anos
Jovem foi eleita destaque da Corte do Momo de Corumbá 8 anos após a mãe vencer a mesma disputa
Eleita rainha da Corte do Momo do Carnaval de Corumbá, Josielly Aparecida da Silva, de 26 anos, repete a trajetória de samba da mãe, Elenina Paula, de 43 anos. Em 2018, a passista veterana, que virou rainha de bateria, venceu a mesma disputa que a filha e viu a coroa voltar para a família oito anos depois, em um momento que retrata a tradição que já está há três gerações na família.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Em Corumbá, Josielly Aparecida da Silva, de 26 anos, foi eleita rainha da Corte do Momo do Carnaval, repetindo a conquista de sua mãe, Elenina Paula, que venceu o mesmo concurso em 2018. A jovem iniciou sua trajetória no carnaval aos 11 anos, na ala das baianas da escola Caprichosos de Corumbá. A tradição do samba na família está em sua terceira geração, começando com dona Eunice, avó de Josielly, que também desfilava como baiana. Elenina, além de rainha do Carnaval, será rainha de bateria da Caprichosos de Corumbá em 2026, mesmo ano em que sua filha reinará na Corte do Momo.
“Eu conheci o Carnaval através da minha mãe. Foi ela que me levou a primeira vez para sair na escola de samba”, conta Josielly. Segundo ela, a estreia na avenida foi ainda na infância, aos 11 anos, quando desfilou na ala das baianas pela escola de Samba Caprichosos de Corumbá. “Desde então, passei a desfilar somente como baiana”, relembra.
Com o tempo, os convites foram surgindo e o caminho natural foi sendo traçado dentro da avenida. “Depois veio o convite para eu sair como passista da Caprichosos. Em seguida, virei musa da escola. E em todo esse tempo minha influência foi minha mãe”, comenta.
Apesar de crescer nesse ambiente, Josielly conta que o samba no pé não veio sem desafios e o apoio da mãe foi fundamental. “No começo eu era bem vergonhosa. Minha mãe começou a me incentivar, aí fui me soltando, me abrindo”, lembra.
Para a jovem rainha, Elenina é a grande referência no universo do samba. “Ela é uma inspiração enorme. Foi através dela que eu me identifiquei com o Carnaval e segui os passos dela. Para mim, ela é uma referência gigante no ramo”, completa.
Eleita rainha do Carnaval de Corumbá após tentar outras vezes, Josielly diz que quase desistiu de disputar o posto. “Eu já tinha participado em outros anos e não tinha ficado nem entre as colocadas. Esse ano eu falei com a minha mãe e decidi que seria a última vez que eu participaria.”, conta.
Quando teve o nome anunciado como a grande campeã, o sentimento foi de alegria e gratidão. “Foi uma emoção total. Carnaval é identidade cultural. É alegria, emoção, paixão. São dias em que a cidade para e vive essa festa”, pontua.
Se para Josielly o carnaval começou com a mãe, para Elenina a paixão percorreu o mesmo caminho e nasceu ainda antes. “Entrei no Carnaval com 15 anos, mas desde pequena ia nos ensaios com minha mãe, dona Eunice. Ela saía na ala das baianas”, conta Elenina.
Assim como a filha, ela começou saindo na ala das baianas e ficou por muitos anos assim. A transição para passista aconteceu no início dos anos 2000. “Uma vez falaram que eu era nova demais para sair de baiana e me deram uma roupa de passista. Fiquei com medo, mas o samba já estava na veia”, lembra.
A partir daí, ela passou por várias escolas, se firmou como passista e, anos depois, decidiu concorrer à Corte do Momo. “Em 2017 fiquei em sexto lugar. Em 2018, na segunda vez, ganhei como rainha. Nem acreditava quando chamaram meu nome”, conta.
Oito anos depois, foi a vez da filha repetir o feito. E a mãe admite que teve papel fundamental nisso. “Era o último dia de inscrição, faltavam duas horas. Ela estava desanimada, mas dei um puxão de orelha e insisti para ela se inscrever”, relata.
Até a vitória da filha a campanha foi intensa. “Fiz mutirão. Postava o dia inteiro, mandava mensagem, parava o povo na rua. Enchi o saco de todo mundo”, brinca.
De acordo com a veterana, o resultado veio acompanhado de lágrimas. “Chorei, caí no chão. Foi uma emoção enorme, ainda mais quando vi a frase que ela colocou para entrar no palco: ‘Filha de peixe, peixinho é’”, destaca.
Para Elenina, ver a filha repetir a história é motivo de orgulho. “Ela sabe da minha luta. Criei meus filhos praticamente sozinha, trabalhei muito, voltei a estudar depois de adulta, me formei, passei em concurso. Quero ser exemplo para eles”, afirma.
Em 2026, a emoção será em dose dupla. Além de ver Josielly como rainha da Corte do Momo, Elenina vai estrear como rainha de bateria da Caprichosos de Corumbá. “Fui convidada pelo presidente e pelo vice. Eu era musa da escola e agora vou como rainha. Estou ansiosa demais”, finaliza.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.
Confira a galeria de imagens:
















