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Sexo, xixi e fisioterapia: a conexão que pode transformar sua saúde

Do desempenho sexual ao controle urinário, fisioterapia pélvica é uma área essencial da saúde

Clayton Neves e Gabriele Cenciarelli | 01/05/2025 09:35


Se ao ouvir “fisioterapia” você logo imagina alguém se recuperando de um entorse no joelho ou de uma cirurgia no ombro, prepare-se para expandir essa visão. No episódio mais recente do podcast Epimania, o fisioterapeuta Marco Aurélio Cardoso trouxe à tona um universo que muita gente ainda desconhece: a fisioterapia pélvica.

E não, não tem nada de tabu nisso, ou pelo menos não deveria ter. Entre risadas, curiosidades e muitas dúvidas sinceras dos apresentadores, Marco mostrou por que essa área da saúde é tão essencial quanto qualquer outra.

Pelve, prazer e prevenção

A fisioterapia pélvica atua diretamente em sistemas que todo mundo usa (mas poucos falam sobre): urinário, digestivo, reprodutor e sexual. É uma abordagem que trata de incontinência urinária e fecal, dor pélvica, disfunções sexuais, tanto em homens quanto em mulheres, e outras condições que impactam a qualidade de vida de forma silenciosa, mas profunda.

Marco contou que o interesse pela área começou ainda na graduação, em 2009, num projeto sobre incontinência urinária entre adolescentes. De lá pra cá, o conhecimento aprofundou, a prática evoluiu e ele se tornou o único fisioterapeuta homem atuando com essa especialidade em Mato Grosso do Sul.

“Broxar” é assunto de consultório — e tudo bem

Com bom humor e empatia, Marco abordou temas que ainda são tratados com vergonha ou preconceito: disfunção erétil, ejaculação precoce, falta de libido, e até o impacto da pornografia no desempenho sexual. “A maioria dos pacientes homens só procura ajuda quando já está desesperado”, disse ele. “Mas quanto mais cedo o tratamento começa, melhores são os resultados.”

A explicação envolveu aparelhos de neuromodulação, ondas de choque, laser e até tarefas para fazer em casa, como o uso da famosa bomba peniana. Tudo com explicações claras, didáticas e sem constrangimento.

Mulheres também têm vez (e voz)

Apesar do foco masculino ter dominado a conversa, Marco lembrou que as mulheres são atendidas com igual importância. Disfunções como vaginismo e dispareunia — que causam dor ou impossibilidade durante a relação sexual — também são tratadas com fisioterapia. O uso de dilatadores vaginais, massagens miofasciais e eletroestimulação são alguns dos recursos que ajudam muitas mulheres a recuperarem sua autonomia e prazer.

Mais do que técnicas e termos técnicos, o episódio reforçou algo fundamental: sexualidade é parte da saúde física e mental. E falar sobre isso sem tabu é o primeiro passo para cuidar de si com mais consciência.

Com um tom leve, mas um conteúdo poderoso, o Epimania abriu espaço para um tema urgente e necessário. E Marco Aurélio mostrou que cuidar da pelve é também cuidar da autoestima, dos relacionamentos e do bem-estar.

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