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Lado Rural

Atraso marca início da colheita da soja e do plantio do milho em MS

Produtores enfrentam janela mais curta e maior risco climático

Por Kamila Alcântara | 05/02/2026 17:45
Atraso marca início da colheita da soja e do plantio do milho em MS
Colheitadeira de grãos em fazenda de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)

A colheita da soja e o plantio do milho da segunda safra avançam em ritmo mais lento em Mato Grosso do Sul neste início de ciclo agrícola. Levantamento divulgado pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul) mostra que até 30 de janeiro apenas 2,4% da área de soja havia sido colhida, enquanto o milho safrinha ocupava 2% da área estimada. Em comparação com a safra passada, as operações estão atrasadas 9,3 pontos percentuais na soja e 5,6 pontos no milho.

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A colheita da soja e o plantio do milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul registram atrasos significativos no início de 2024. Segundo a Aprosoja/MS, apenas 2,4% da área de soja foi colhida e 2% do milho safrinha foi plantado até 30 de janeiro, índices inferiores aos do ano anterior.A região Sul do estado lidera as operações, com 3,4% da soja colhida e 2,5% do milho plantado. Apesar do ritmo lento, 67,8% das lavouras de soja apresentam boas condições. A área prevista para o milho deve ocupar 46% da área da soja, redução atribuída aos riscos climáticos.

A região Sul lidera os trabalhos no Estado, com 3,4% da soja colhida e 2,5% do milho plantado. No Centro, os índices são mais modestos, enquanto o Norte praticamente ainda não iniciou as operações. Mesmo com o avanço lento, a maior parte das lavouras segue em boas condições: 67,8% das áreas de soja são avaliadas como boas, principalmente nas regiões Oeste e Norte, onde os percentuais ultrapassam 78%.

Segundo a Aprosoja/MS, o momento exige atenção redobrada dos produtores, já que a colheita da soja ocorre ao mesmo tempo em que se abre a janela ideal para o plantio do milho. A entidade alerta que variações climáticas podem comprometer o cronograma, sobretudo diante do risco maior associado à segunda safra.

Nesta temporada, o milho deve ocupar cerca de 46% da área cultivada com soja, bem abaixo dos cerca de 75% registrados em ciclos anteriores. O recuo é explicado pelo risco climático elevado, o que levou produtores a optarem por alternativas como sorgo, milheto e pastagens. Para a soja, a expectativa é de 15,1 milhões de toneladas em 4,7 milhões de hectares, enquanto o milho deve alcançar 11,1 milhões de toneladas em uma área estimada de 2,2 milhões de hectares.

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