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Lado Rural

Peru escolhe empresas de Água Clara para fornecer material genético animal

Liberação inclui ovos férteis e aves de um dia e mantém carnes e subprodutos no mercado até 2028

Por Kamila Alcântara | 20/01/2026 13:15
Peru escolhe empresas de Água Clara para fornecer material genético animal
Pintinhos de um dia, que são filhotes de galinha com menos de 24 horas de idade (Foto: Mapa)

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) confirmou que o Peru passou a autorizar empresas brasileiras para exportação de material genético animal, um dos segmentos mais sensíveis da cadeia produtiva. Entre as habilitadas, Mato Grosso do Sul aparece com destaque, ao ter unidades escolhidas para fornecer ovos férteis e aves de um dia de idade ao mercado peruano, com licenças válidas até dezembro de 2028.

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O Peru autorizou empresas brasileiras a exportarem material genético animal, com destaque para duas unidades da Cobb-Vantress em Água Clara, Mato Grosso do Sul. As empresas fornecerão ovos férteis e aves recém-nascidas ao mercado peruano, com licenças válidas até 2028, após rigorosa avaliação do Senasa.O país andino também renovou autorizações para exportação de carnes e subprodutos de origem animal. Sete frigoríficos sul-mato-grossenses seguem habilitados para vender carne bovina, enquanto unidades da BRF e Seara mantêm autorizações para produtos avícolas. Em 2023, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros.

A decisão foi oficializada pelo Senasa (Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru), que avaliou critérios técnicos e sanitários antes de liberar as exportações. No caso do material genético, o rigor é maior do que o aplicado à carne, o que, na prática, funciona como um selo informal de confiança sanitária.

Em Mato Grosso do Sul, duas unidades da Cobb-Vantress, instaladas em Água Clara, foram autorizadas a exportar ovos férteis e aves recém-nascidas. A habilitação coloca o Estado em um grupo mais restrito de fornecedores, já que esse tipo de produto exige controle sanitário permanente, rastreabilidade e padrões de biosseguridade mais elevados.

Além da genética animal, o Peru manteve e renovou autorizações para carne e subprodutos de origem animal, garantindo continuidade das operações já existentes. No segmento de carne bovina desossada e despojos, sete frigoríficos sul-mato-grossenses seguem aptos a vender ao mercado peruano. Estão na lista unidades da JBS, em Nova Andradina e Naviraí, da Fortunceres, em Bataguassu, da Boibras, em São Gabriel do Oeste, e da Prima Foods, em Cassilândia. As autorizações, nesse caso, seguem válidas até 2027.

A cadeia de aves também permanece habilitada, com a BRF (Brasil Foods), em Dourados, e a Seara Alimentos, em Sidrolândia, autorizadas a exportar carne e subprodutos avícolas até dezembro de 2027. No setor de carne suína, uma unidade da Seara em Dourados teve a licença estendida até janeiro de 2028.

O Estado aparece ainda entre os habilitados para subprodutos de origem animal, um segmento menos visível, mas economicamente relevante. Em Dourados, a Agroindustrial São Francisco pode exportar óleo e farinhas de vísceras e penas de aves até dezembro de 2028. Já os hemoderivados bovinos e suínos foram liberados para a Hemoprot, em Mundo Novo, e para a JBS em Campo Grande, ambas com validade até 2028. A Capital também concentra unidade da JBS autorizada a exportar farinha de carne e ossos bovinos ao Peru.

Segundo dados citados pelo MAPA, no último ano o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, cereais, farinhas e produtos florestais. A entrada do material genético animal nesse fluxo amplia o leque e reforça a posição brasileira em etapas mais estratégicas da cadeia produtiva.

No recorte regional, o movimento vai além da manutenção de mercados tradicionais. Ao selecionar empresas de Mato Grosso do Sul para fornecer genética animal, o Peru sinaliza confiança em um nível mais alto de controle sanitário.

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