Área queimada em MS cai 91% e tem melhor resultado desde 1998
A instalação de bases avançadas do Corpo de Bombeiros é uma das estratégias adotadas para reduzir os focos
Mato Grosso do Sul registrou em 2025 uma queda significativa de 91% na área atingida por incêndios florestais, consolidando o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1998 no que se refere aos focos de calor e à extensão territorial queimada, especialmente no Pantanal.
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Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o melhor resultado desde 1998 no combate a incêndios florestais, com uma redução de 91% na área queimada. Foram registrados 1.844 focos de calor, número inferior aos 2.111 de 1998. A área atingida pelo fogo foi de 202.678 hectares, uma queda expressiva em relação aos 2,3 milhões de hectares consumidos em 2024, o pior ano da série histórica. A melhora foi atribuída à implantação de Bases Avançadas do Corpo de Bombeiros no Pantanal, que agilizaram o combate aos incêndios, além de condições climáticas mais favoráveis, como chuvas regulares e ausência de ondas de calor extremas. Apesar dos avanços, o alerta permanece para 2026, devido à vegetação em recuperação e ao período prolongado de seca, fatores que aumentam o risco de novos incêndios.
De acordo com o balanço da Operação Pantanal e dados do Programa Queimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), até 31 de dezembro do ano passado foram contabilizados 1.844 focos de calor em todo o Estado. O número é inferior, inclusive, ao registrado no primeiro ano da série histórica, em 1998, quando houve 2.111 ocorrências.
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A redução mais expressiva foi observada na área queimada. Em 2025, o fogo atingiu 202.678 hectares, volume muito inferior ao de 2024, quando mais de 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas, cenário este que marcou a pior temporada de incêndios já enfrentada pelo Estado.
Entre as principais estratégias adotadas para alcançar esse resultado está a implantação de bases avançadas do Corpo de Bombeiros em diferentes regiões do Pantanal, o que permitiu maior agilidade no combate em solo e resposta rápida aos focos iniciais, reduzindo a propagação do fogo.
Além disso, fatores climáticos contribuíram para o cenário mais favorável, como a distribuição mais regular das chuvas em 2025 e a ausência de ondas de calor extremas, comuns no ano anterior. A queda nos focos e nos incêndios também foi registrada em outros biomas sul-mato-grossenses.
Desde 2024, o Governo do Estado intensificou o trabalho preventivo com atuação integrada entre órgãos de resposta, reforço logístico e operacional, além de investimentos em tecnologia e capacitação das equipes.
Em alerta - Apesar do avanço, o alerta permanece para 2026. A vegetação densa em recuperação após os incêndios de 2024 e o período prolongado com baixos índices de chuva são apontados como fatores de risco.
Somente em janeiro deste ano, entre os dias 1º e 26, foram detectados 69 focos ativos no Pantanal, contra 34 no mesmo período do ano passado, segundo dados do BDQueimadas (Banco de Dados Queimadas).
O combate direto conta com apoio da aeronave Air Tractor, do Corpo de Bombeiros, que realiza sobrevoos na região do Morro do Azeite para identificar focos e orientar as equipes em solo.
A estratégia tem sido considerada fundamental para conter novos incêndios e evitar que o Estado volte a enfrentar perdas ambientais em larga escala.


