Fábrica vai contratar veterinários para reabilitar animais atropelados
De acordo com levantamento feito pelo Imasul, houve um aumento de acidentes envolvendo a fauna

A Arauco, responsável pela construção da fábrica de celulose em Inocência, irá contratar veterinários para atuarem no CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres), em Três Lagoas, cidade a 338 quilômetros de Campo Grande. A ação faz parte de um termo de cooperação técnica firmado entre a empresa chilena e o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) para diminuir os impactos da implantação do empreendimento.
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A Arauco, empresa responsável pela construção de uma fábrica de celulose em Inocência (MS), firmou acordo com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul para contratar veterinários que atuarão no Centro de Triagem de Animais Silvestres em Três Lagoas. A iniciativa visa reduzir os impactos ambientais causados pelo aumento do fluxo de veículos pesados na região. O projeto prevê cerca de 60 mil caminhões transportando materiais e equipamentos, com pico de 400 entregas mensais entre janeiro e maio de 2026. A parceria terá duração inicial de dois anos, podendo ser prorrogada.
O extrato do termo de cooperação, publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (21), não detalha o número de profissionais que serão disponibilizados, mas a parceria será de dois anos, podendo ser prorrogada por mais dois anos.
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Os profissionais irão atuar no recebimento e na reabilitação dos animais capturados ou atropelados. De acordo com um monitoramento ambiental feito pelo Instituto nos últimos 10 anos, com a expansão industrial e aumento constante no fluxo de veículos pesados, houve um aumento do número de atropelamentos e outros acidentes envolvendo fauna silvestre.
Apenas a entrega de materiais e equipamentos para a fábrica chilena deve envolver cerca de 60 mil caminhões e uma logística que atravessa vários países. Em alguns casos, é necessária autorização especial para circulação e o apoio de batedores, como foi o caso da última semana, em que peças gigantes cruzaram o Estado. O pico do transporte deve ocorrer entre janeiro e maio de 2026, com aproximadamente 400 entregas mensais.

Até o ano passado, todos os animais feridos encontrados na região eram enviados ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, que passou a operar sobrecarregado. Em dezembro, o governo do Estado inaugurou o novo Centro, com capacidade de manejo e permanência temporária dos animais.
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