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Meio Ambiente

Iniciativa transforma resíduos de impressoras 3D em apoio a hospitais e ONGs

Caixas coletoras serão instaladas em unidades do Sebrae e a renda ajudará pacientes com câncer e animais

Por Ketlen Gomes | 26/02/2026 06:51
Iniciativa transforma resíduos de impressoras 3D em apoio a hospitais e ONGs
Caixa coletora feita de material reciclável será colocada em unidades do Sebrae em MS. (Foto: Ketlen Gomes)

Nas próximas semanas, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em Mato Grosso do Sul deve disponibilizar quatro caixas coletoras, feitas com material reciclável, para recolher novos resíduos. A iniciativa faz parte de um novo programa da organização, que visa dar destino aos resíduos gerados em impressoras 3D e máquinas de prototipagem, reduzir o impacto ambiental e converter a venda dos materiais reciclados em recursos para tratamentos de saúde e apoio a organizações que cuidam de animais.

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O Sebrae em Mato Grosso do Sul lançará um programa inovador de reciclagem, com a instalação de quatro caixas coletoras feitas de material reciclável. A iniciativa visa dar destino adequado aos resíduos de impressoras 3D e máquinas de prototipagem, transformando-os em novos produtos através de processos de aglutinação com resina. O material coletado, incluindo pilhas e baterias, será destinado à Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer (Abrapec) e ONGs que atuam na causa animal. O projeto começará com quatro caixas em duas unidades, com previsão de expansão para 14 coletores em sete unidades do estado.

A ação é desenvolvida pelo Living Lab (Laboratório de Inovação) do Sebrae, em parceria com a área administrativa responsável pela sustentabilidade interna. No espaço, as sobras de filamento de plástico e pó de madeira, que são geradas quando empreendedores utilizam impressoras 3D, máquina de corte a laser, router e equipamentos de eletrônica para transformar ideias em protótipos, são reaproveitados para fazer caixas coletoras.

“Esses resíduos eram inevitáveis durante as prototipagens. A gente quis trazer uma pegada inovadora de reaproveitar esse material e transformar em novos produtos”, explica o analista do Sebrae, Mário Rogério.

Os plásticos, alguns biodegradáveis e outros derivados de petróleo, passam por processo de aglutinação com resina e se transformam em placas reutilizáveis. O material pode voltar às máquinas e virar troféus, expositores, porta-copos e outros itens. Uma das aplicações já desenvolvidas é uma caixa coletora produzida com o próprio resíduo reciclado.

Esses dispensers estão sendo utilizados para recolher pilhas, baterias e lacres, ampliando o alcance da iniciativa. Todo o material arrecadado será destinado à Abrapec (Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer), que realiza a venda dos recicláveis e reverte os valores para hospitais que atendem pacientes com câncer, auxiliando na compra de insumos e materiais utilizados no tratamento. Parte dos recursos também será encaminhada a ONGs (Organizações Não Governamentais) que atuam na causa animal e a projetos de doação de cadeiras de rodas.

“Além de evitar que esse resíduo vá para o meio ambiente ou para o aterro, ele passa a ter uma finalidade social, ajudando pessoas que precisam de apoio”, afirma Mário.

De acordo com a analista de sustentabilidade interna do Sebrae, Tamires Tavares, a proposta prevê a instalação inicial de quatro caixas coletoras, em duas unidades, sendo uma delas em Bonito, que terá prioridade, já que a unidade está em processo de certificação Lixo Zero.

No decorrer do projeto, outras caixas devem ser entregues para as sete unidades do Sebrae no Estado, totalizando 14 itens. A previsão é que as primeiras caixas entrem em funcionamento no próximo mês.

A iniciativa foi apresentada durante o Delas Day 2026, maior evento voltado ao empreendedorismo feminino em Mato Grosso do Sul, como exemplo de inovação aliada à responsabilidade ambiental e impacto social.

Para Tamires, o projeto reforça o conceito de “resíduo social”. “A gente diminui o que seria descartado como lixo perigoso, como pilhas e baterias, e ao mesmo tempo gera benefício coletivo”, destaca.

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