Inpasa quer ampliar produção de etanol em Sidrolândia e audiência será em março
Após pouco mais de um ano do início da operação, a Inpasa Agroindustrial pretende ampliar a capacidade produtiva da usina de etanol de amido (milho) instalada em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande. O pedido de ampliação está em fase de licenciamento e o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) está disponível para consulta pública no site do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).
RESUMO
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A Inpasa Agroindustrial planeja expandir a produção de etanol de milho em sua unidade de Sidrolândia, MS. A empresa busca aumentar a capacidade anual de 800 milhões para 1,1 bilhão de litros, através de melhorias no processo produtivo e instalação de novo equipamento para manejo de biomassa. O projeto, em fase de licenciamento ambiental, prevê investimento de R$ 91 milhões. A usina opera com sistema de reaproveitamento de água, consumindo 4,7 m³ para cada m³ de etanol produzido, e seus efluentes são tratados para fertirrigação. A audiência pública sobre a ampliação está marcada para 26 de março de 2026.
A usina já opera com Licença de Operação válida, mas a Inpasa pretende elevar a produção anual de 800 mil m³ de etanol, o equivalente a 800 milhões de litros, para 1,1 milhão de m³ por ano. Com esse aumento, a atividade foi reenquadrada em uma nova categoria no licenciamento ambiental estadual, o que tornou obrigatória a elaboração do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e RIMA, mesmo com o empreendimento em funcionamento.
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Segundo o RIMA, o incremento da produção não depende de uma ampliação significativa da planta industrial. O aumento está relacionado à otimização do processo produtivo, com melhorias enzimáticas e fermentativas. A principal intervenção física prevista é a instalação de um Stacker Reclaimer, equipamento utilizado para empilhamento e retirada de biomassa, que deve ocupar cerca de 7.500 metros quadrados dentro do complexo industrial. O investimento estimado para a aquisição do equipamento é de R$ 91 milhões, valor que, conforme o estudo, não está diretamente ligado ao aumento do volume produzido.
O relatório aponta que a usina utiliza água subterrânea, captada por oito poços profundos, sendo seis já outorgados e dois em análise. O consumo diário estimado é de 14.346 m³, com operação prevista em 355 dias por ano, o que representa uma relação de 4,7 m³ de água para cada 1 m³ de etanol produzido. A empresa afirma operar em circuito fechado, com reaproveitamento da água ao longo do processo industrial.
Em relação aos resíduos líquidos, o RIMA informa que não há descarte direto em rios ou corpos d’água. Os efluentes industriais e sanitários passam por tratamento e são destinados à fertirrigação em áreas agrícolas da própria empresa. O procedimento segue um Plano Diretor específico, que estabelece critérios como a suspensão da aplicação em períodos de chuva intensa, a proibição em solos encharcados e o respeito às distâncias mínimas de cursos d’água.
Compensação ambiental - O estudo também calculou uma compensação ambiental de aproximadamente R$ 581,6 mil, valor que deverá ser destinado ao Imasul e ao Governo do Estado. A área total sob domínio da usina soma cerca de 118,4 hectares, com acesso principal pela BR-060, no trecho entre o entroncamento com a MS-258 e o início da pista dupla no perímetro urbano de Sidrolândia.
A audiência pública para discutir o empreendimento está marcada para o dia 26 de março de 2026, às 19h, na Câmara Municipal de Sidrolândia, localizada na Avenida Antero Lemes da Silva, no bairro Vila Jandaia, conforme consta no site do Imasul.
Inauguração - Inaugurada em agosto de 2024, a unidade da Inpasa recebeu, em fevereiro de 2025, autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para operar a segunda fase da refinaria no município. A autorização permite a produção diária de 2.500 m³ de etanol hidratado e 2.500 m³ de etanol anidro, desde que atendidas as normas ambientais e de segurança.
Segundo a empresa, a ampliação da planta permitirá uma capacidade anual de até 1,1 milhão de m³ de etanol, além da geração de 465 gigawatts-hora (GWh) de energia elétrica renovável. O empreendimento integra um pacote de investimentos de R$ 2,3 bilhões, anunciado em agosto de 2024 durante o MS Day, em São Paulo (SP), e também envolve a produção de farelo, óleo bruto de milho e energia.
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