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Meio Ambiente

Relatório indica melhora na qualidade do ar em Campo Grande ao longo de 2025

Monitoramento registrou poucos dias com poluição moderada, após ano com mais chuvas e menos queimadas

Por Ângela Kempfer | 10/03/2026 16:46
Relatório indica melhora na qualidade do ar em Campo Grande ao longo de 2025
Área residencial de Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)

Um relatório de monitoramento da qualidade do ar aponta que Campo Grande teve, em 2025, o melhor cenário desde o início das medições realizadas em 2021. Ao longo do ano, foram identificados apenas quatro dias com nível de poluição classificado como moderado, patamar que já pode causar algum desconforto para grupos mais sensíveis, como crianças e idosos.

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Campo Grande registrou em 2025 a melhor qualidade do ar desde o início das medições em 2021, segundo relatório de monitoramento. Apenas quatro dias apresentaram nível moderado de poluição, contrastando com 2024, quando houve 51 dias acima do nível considerado bom. A melhoria é atribuída ao maior volume de chuvas, que atingiu 1.977 milímetros, mais que o dobro do ano anterior. Isso contribuiu para a redução significativa de queimadas, com apenas 1.800 focos de calor registrados em 2025, contra 13 mil em 2024.

Os dados são coletados por meio de uma estação de monitoramento instalada na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, mantida em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O equipamento registra a presença e a concentração de poluentes na atmosfera da Capital.

Segundo o coordenador do projeto QualiAr, o professor Widinei Alves Fernandes, o resultado está ligado principalmente ao comportamento do clima em 2025. O volume de chuvas foi maior e ocorreu de forma mais regular ao longo do ano, o que contribuiu para reduzir a ocorrência de queimadas.

A estação registrou 1.977 milímetros de chuva acumulada em 2025, mais que o dobro do total observado em 2024, quando o volume ficou em 947 milímetros. Conforme o pesquisador, a chuva ajuda a dispersar poluentes e também reduz focos de incêndio, apontados como um dos principais fatores que afetam a qualidade do ar na região.

Os dados sobre queimadas reforçam essa diferença. Em 2025 foram contabilizados cerca de 1.800 focos de calor, enquanto em 2024 o número ultrapassou 13 mil registros.

A avaliação segue critérios do Índice de Qualidade do Ar estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, que classifica as condições em cinco níveis: boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima.

No ano anterior, o cenário havia sido bem diferente. Em 2024, o monitoramento registrou 51 dias com qualidade do ar acima do nível considerado bom. Desse total, 28 foram classificados como moderados, 12 como ruins, 10 como muito ruins e um chegou ao nível considerado péssimo.

O acompanhamento considera principalmente a presença de partículas microscópicas suspensas no ar, conhecidas como material particulado. Entre elas estão o MP10 e o MP2,5, que podem causar impactos à saúde quando atingem níveis elevados. Também são monitorados gases como dióxido de nitrogênio e ozônio.

No caso do MP2,5, considerado um dos poluentes mais prejudiciais por penetrar com facilidade no sistema respiratório, a média anual registrada em 2025 foi de 5,01 microgramas por metro cúbico, valor próximo ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Segundo os pesquisadores, acompanhar esses indicadores ajuda a identificar as principais fontes de poluição e fornece dados que podem orientar decisões de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente e à saúde.