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Achou um caroço no seu pet? Saiba quando o sinal é de alerta

Crescimento rápido, dor e secreção estão entre os sinais que exigem avaliação imediata

Por Clayton Neves | 21/02/2026 07:40
Achou um caroço no seu pet? Saiba quando o sinal é de alerta
Tecido pode surgir sob a pele ou, em alguns casos, em regiões mais profundas do organismo.

Encontrar um caroço no corpo do cachorro costuma assustar qualquer tutor. Mas nem todo nódulo significa algo grave. De acordo com o médico veterinário Fernando Henrique Souza, é relativamente comum que cães desenvolvam pequenas massas ao longo da vida, especialmente com o avanço da idade, e elas podem ter causas muito diferentes entre si.

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O surgimento de caroços em cães é comum, especialmente em animais idosos, e nem sempre indica problemas graves. Segundo o médico veterinário Fernando Henrique Souza, estas massas podem variar desde lipomas benignos, cistos e abscessos até tumores malignos que requerem atenção imediata. Sinais como crescimento rápido, mudança de cor, sangramento ou alterações comportamentais do animal devem ser investigados por um profissional. O diagnóstico inclui exame clínico, possível punção aspirativa ou biópsia, sendo o diagnóstico precoce fundamental, principalmente em casos de câncer.

Segundo o veterinário, o que os tutores chamam de “caroço” é, na prática, um nódulo, uma massa anormal de tecido que pode surgir sob a pele ou, em alguns casos, em regiões mais profundas do organismo. Essas formações variam bastante em tamanho, consistência e gravidade, podendo ser desde alterações benignas até tumores malignos.

Fernando explica que entre as causas mais frequentes estão os lipomas, que são tumores de gordura geralmente macios, móveis e indolores, bastante comuns em cães idosos ou acima do peso.

Também podem surgir cistos, que são bolsas cheias de líquido formadas quando glândulas ficam obstruídas, abscessos, que são acúmulos de pus causados por infecções e costumam ser doloridos e quentes ao toque, além de verrugas e papilomas, muitas vezes associados a vírus ou alterações benignas da pele. Por outro lado, existem também os tumores malignos, que exigem atenção imediata.

O veterinário alerta que alguns sinais devem acender o sinal vermelho. Crescimento rápido do caroço, mudança de cor ou textura, presença de secreção, sangramento, dor ao toque ou alterações no comportamento do animal, como apatia, perda de apetite e emagrecimento, são indícios de que o tutor deve procurar avaliação profissional o quanto antes.

Nódulos mais firmes, aderidos aos tecidos e que não se movimentam com facilidade merecem investigação cuidadosa, embora apenas exames possam confirmar se são benignos ou malignos.

Para chegar ao diagnóstico, o primeiro passo é o exame clínico, no qual o veterinário avalia tamanho, localização e consistência da massa. Dependendo do caso, pode ser indicada a punção aspirativa por agulha fina, que permite coletar células para análise em microscópio, ou até mesmo a biópsia, quando parte ou todo o nódulo é removido para exame laboratorial.

Exames de imagem, como ultrassom ou raio-X, também podem ser solicitados para verificar se há comprometimento interno.

Fernando reforça que o diagnóstico precoce faz toda a diferença, principalmente quando se trata de câncer. Tumores malignos podem crescer rapidamente e, em alguns casos, se espalhar para outras partes do corpo.

Entre os tipos mais comuns em cães estão mastocitomas, sarcomas de tecidos moles, linfomas e tumores mamários, especialmente em fêmeas que não foram castradas.

Segundo ele, ao notar qualquer caroço, o tutor deve observar quando ele surgiu e se houve mudança de tamanho ou aparência, mas nunca tentar tratar por conta própria. “Só a avaliação veterinária pode dizer exatamente do que se trata”, reforça.

Embora muitos nódulos sejam benignos e não representem risco imediato, ignorar o problema pode atrasar um diagnóstico importante. A atenção aos sinais do corpo do animal e as consultas regulares são as melhores formas de garantir qualidade de vida e tratamento adequado, se necessário.

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