Anistia a presos de 8/1 tem 4 votos contra, 3 a favor e um pela redução da pena
Os dados fazem parte do Placar da Anistia, divulgado pelo jornal Estadão nesta quarta-feira
A bancada federal de Mato Grosso do Sul está dividia sobre o apoio a anistia aos presos de 8 de janeiro. Quatro dos oito deputados federais são contra a proposta, três são favoráveis ao perdão completo dos envolvidos na invasão dos três poderes em Brasília e um defende a redução da pena. Os dados fazem parte do Placar da Anistia, divulgado pelo jornal Estadão.
RESUMO
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A bancada federal de Mato Grosso do Sul está dividida sobre a anistia aos presos de 8 de janeiro. Quatro deputados são contra, três a favor e um defende a redução da pena. A proposta mais avançada é do deputado Vitor Hugo (PL), que prevê anistia para manifestações desde 30 de outubro de 2022. O projeto foi retirado da CCJ em novembro, mas 188 dos 410 parlamentares ouvidos são favoráveis, o que pode acelerar sua tramitação. A divisão reflete a polarização política no país.
Base do Governo Federal, os dois parlamentares petistas, Camila Jara (PT) e Vander Loubet (PT) são contra a proposta. Ao lado deles estão dois tucanos, os deputados federais Dagoberto Nogueira (PSDB) e Geraldo Resende (PSDB).
A bancada do PSDB se dividiu e o deputado federal Beto Pereira (PSDB) se posicionou a favor da anistia, defendendo a redução da pena dos envolvidos.
Os deputados da ala mais a direita da bancada federal são favoráveis a anistia total ao 8 de janeiro. Segundo o levantamento do Estadão, os deputados federais Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rofolfo Nogueira (PL) se manifestaram a favor do perdão.
Os três parlamentares, inclusive participaram da manifestação do dia 16 de março pela anistia. Pollon e Nogueira foram ao ato no Rio de Janeiro, e o Pollon participou da mobilização em Campo Grande.
Tramitação - A proposta com tramitação mais avançada na Câmara dos Deputados é do deputado federal Vitor Hugo (PL). O projeto de lei 2.858/2022, prevê anistia a todos os que tenham participado de manifestações em qualquer lugar do território nacional do dia 30 de outubro de 2022 ao dia de entrada em vigor desta Lei.
O texto chegou a ser enviado para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas em novembro do ano passado foi retirado pelo então presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP).
De acordo com o levantamento do Estadão, dos 410 parlamentares ouvidos, 188 são favoráveis ao perdão, o número é suficiente para que o projeto tramite com urgência na Casa de Leis.
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