Bicheiro preso em MS é alvo de operação que prendeu policiais no RJ
Contraventor está na Penitenciária Federal de Campo Grande e também foi alvo da operação
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) cumpriu nesta quinta-feira (29) mandados de prisão contra Rogério de Andrade, atualmente custodiado no Presídio Federal de Campo Grande, e dois policiais militares aposentados denunciados pelos crimes de constituição de organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar e corrupção ativa.
RESUMO
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O Gaeco cumpriu mandados de prisão contra o bicheiro Rogério de Andrade e dois policiais militares aposentados. A ação, realizada nesta quinta-feira (29), é parte da segunda fase da Operação Petrorianos. Os envolvidos são acusados de organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar e corrupção ativa. Andrade, um dos principais líderes do jogo do bicho no país, está detido no presídio federal de Campo Grande desde 2024. Ele é acusado de ordenar o assassinato de Fernando Iggnacio, seu ex-cunhado e rival. Os policiais militares aposentados integravam sua equipe de segurança pessoal e subornavam agentes da ativa para obter informações sigilosas.
A denúncia é resultado da segunda fase da Operação Petrorianos. As ordens judiciais contra os policiais foram cumpridas na manhã de hoje em endereços na capital fluminense e contra Rogério na penitenciária federal de Campo Grande.
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Segundo o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), os dois policiais militares aposentados fazem parte da equipe de segurança pessoal do bicheiro e atuavam diretamente para a organização, prestando serviços a Andrade e a seus familiares.
A atuação criminosa incluía suborno a policiais da ativa para obter informações sigilosas sobre operações de segurança pública e interferir em ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos rivais.
A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Combate à Organização Criminosa da Capital, no Rio de Janeiro, e reforça a atuação das autoridades no combate às estruturas financeiras e de proteção que sustentam o jogo do bicho e outras contravenções no Estado.
Contraventor - Rogério de Andrade, considerado um dos principais líderes do jogo do bicho no país, está detido no presídio federal de segurança máxima desde 2024, após ser preso pela Operação Último Ato do Gaeco e denunciado por ser apontado como mandante da morte de outro contraventor no Rio de Janeiro.
O bicheiro está em Campo Grande por decisão 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro e cumpre pena no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Antes, estava em cela do Presídio de Segurança Máxima Laercio Pellegrino, o Bangu 1. Ele é acusado de ordenar o assassinato de Fernando Iggnacio, seu ex-cunhado e rival nos “negócios”.
O contraventor herdou os pontos do jogo do bicho no Rio de Janeiro (RJ), de seu tio Castor de Andrade, em 1997, e a briga familiar durante o “inventário” fez Andrade e Iggnacio virarem inimigos. Os dois já estiveram juntos no presídio federal sul-mato-grossense há mais de 10 anos.
Em 2007, ambos foram trazidos para a Capital depois de terem sido alvos da Operação Gladiador, da Polícia Federal, que investigou esquema da dupla e a corrupção de policiais do RJ. Em 2009, Andrade conseguiu a liberdade. Sob escolta fortemente armada e após “viagem” de quase 8 horas, Rogério pisou em solo sul-mato-grossense por volta das 15h30 do dia 12 de novembro daquele ano.
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