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Capital

Excesso de velocidade coloca pedestres em risco na Avenida Afonso Pena

Morador relata dificuldade para atravessar faixa próxima ao Shopping Campo Grande e cobra providências

Por Viviane Oliveira e Geniffer Valeriano | 27/01/2026 11:03


Excesso de velocidade coloca pedestres em risco na Avenida Afonso Pena
Paulo aponta o radar instalado na alça da Avenida Afonso Pena (Foto: Marcos Maluf)

RESUMO

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Moradores e frequentadores da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, denunciam riscos causados pelo excesso de velocidade dos veículos, especialmente no trecho próximo ao Shopping Campo Grande. A situação é agravada pela presença de uma faixa de pedestres que, segundo relatos, tornou-se uma "armadilha" devido ao desrespeito dos motoristas. O problema é intensificado pelo alto fluxo de veículos, principalmente nos horários de pico, entre 17h e 19h. Além do tráfego regular, a região recebe mais de 800 veículos de um condomínio local. O desrespeito à faixa de pedestres pode resultar em multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.

A faixa de pedestres existe. O radar também. Mas, na prática, atravessar a Avenida Afonso Pena, no trecho em frente ao Shopping Campo Grande, virou um exercício diário de medo — e, muitas vezes, de corrida contra o tempo.

Moradores, trabalhadores e pedestres que passam pelo local denunciam o excesso de velocidade dos veículos e a sensação constante de insegurança em um dos pontos mais movimentados da principal avenida da Capital, no sentido Bioparque Pantanal.

Morador do Condomínio Jatobá, localizado na Avenida Afonso Pena, Paulo Cavalcante, de 77 anos, militar da reserva do Exército, relata que o radar instalado na alça do viaduto da Avenida Afonso Pena foi transferido da Rua Alagoas com o objetivo de reduzir a velocidade dos veículos no local.

Segundo ele, apesar da sinalização horizontal e da existência de uma faixa de pedestres logo à frente, a travessia se tornou perigosa. “Essa faixa ninguém consegue atravessar se não for correndo. Depois que passam pelo radar, os motoristas aceleram”, afirma.

Conforme Paulo, o principal problema ocorre quando um motorista decide respeitar a faixa de pedestres. “Quando alguém para para o pedestre atravessar, acaba sendo atingido por quem vem atrás. Aí outro bate, depois mais um. Isso vira um engavetamento. Essa faixa se tornou uma armadilha”, relata. Por receio de provocar acidentes, ele diz que evita utilizar a faixa.

O fluxo de veículos, segundo Paulo, é intenso ao longo do dia, com agravamento nos horários de pico, entre 17h e 19h. Ele afirma que por volta das 9h o trânsito é mais tranquilo. Além do movimento da própria avenida, o trecho recebe o fluxo de mais de 800 veículos de moradores do condomínio, além de prestadores de serviços.

Outro ponto destacado é o acesso de veículos vindos da Rua Ceará. Segundo o morador, os condutores só reduzem a velocidade quando há tráfego intenso na Avenida Afonso Pena. “Quando o semáforo mais à frente está fechado e a avenida fica livre, eles entram sem reduzir”, explica.

Paulo afirma já ter levado a situação à Agetran (Agência Municipal de Trânsito) e ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito), mas diz não ter obtido solução até o momento. Ao comentar os engavetamentos registrados no trecho, ele relata: “Nunca é um ou dois carros, são três, quatro, cinco. Isso acontece porque não mantêm a distância de segurança”.

Excesso de velocidade coloca pedestres em risco na Avenida Afonso Pena
Mirian tenta atravessar a Avenida Afonso Pena na manhã desta terça-feira (Foto: Marcos Maluf)

A trabalhadora do condomínio Mirian Pereira, de 29 anos, relata que atravessa o local diariamente e também se sente insegura. “Tenho de esperar algum carro parar. Se não, acabo correndo”, conta. Segundo ela, no ano passado houve um acidente envolvendo um motociclista que parou para a travessia.

Mirian afirma que entra no trabalho às 10h, horário em que a travessia é um pouco mais fácil. “Se fosse no fim da tarde, teria que esperar pelo menos dez minutos para conseguir atravessar”, diz. A situação se agrava porque a faixa de pedestres fica localizada em frente a um ponto de ônibus, onde há grande circulação de pessoas.

Desrespeitar a faixa de pedestres é considerado uma infração grave e pode resultar em diferentes penalidades, conforme a conduta do motorista. De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), deixar de dar preferência ao pedestre que está atravessando na faixa é infração gravíssima, sujeita a 7 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e multa de R$ 293,47. Já parar o veículo sobre a faixa de pedestres configura infração média, com penalidade de 4 pontos na CNH e multa no valor de R$ 130,16.

A reportagem entrou em contato com a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) para solicitar esclarecimentos sobre a situação e aguarda retorno.

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