ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JANEIRO, TERÇA  27    CAMPO GRANDE 30º

Capital

Indígenas limpam terreno e iniciam construção de barracos no Indubrasil

Na noite de ontem (27), o grupo teve um embate com equipes da PM e GCM

Por Fernanda Palheta | 27/01/2026 12:15
Indígenas limpam terreno e iniciam construção de barracos no Indubrasil
Barraco construido em área do DNIT, na região do Indubrasil (Foto: Marcos Maluf)

Um mês após entrarem em uma área que pertence ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), às margens da BR-262, na região do Indubrasil, grupo formado por 201 famílias de indígenas terenas estão limpando o terreno para começar a construir barracos. O objetivo é conseguir moradia para tirar as famílias do aluguel.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Grupo de 201 famílias indígenas terenas ocupa terreno do DNIT às margens da BR-262, na região do Indubrasil, em Campo Grande. Os indígenas iniciaram a limpeza da área para construção de moradias, buscando escapar dos altos custos de aluguel.Segundo o cacique Gideildo Jorge França Dias, as famílias pagam em média R$ 1.600 de aluguel e dividem residências para conseguir arcar com as despesas. A área foi escolhida pela proximidade com o polo industrial, onde a maioria trabalha. Houve confronto com a PM e GCM durante a ocupação.

"A gente precisa desse pedaço de terra para ter moradia própria, para a gente ter uma vida digna. A maioria aqui, todo mundo vive de aluguel. O salário aumenta pouco, as contas sobem mais, principalmente água e luz", justificou o cacique Gideildo Jorge França Dias, de 44 anos, ao Campo Grande News, na manhã desta terça-feira (27).

Ele aponta que, para conseguir pagar o aluguel, as famílias passaram a dividir o teto. "Em média, as famílias estão pagando aluguel de R$ 1.600,00 para cima. A maioria tem de três a quatro famílias dentro de uma casa, tudo fica mais caro, a água sai mais cara, a energia sai mais cara", completou.

Segundo ele, a área foi escolhida no ano passado justamente pela proximidade com o polo industrial onde a maioria das famílias trabalha. "Eu vi o tamanho certinho, tirei as medidas, peguei a localização e gravei o local, fiz o estudo em volta e percorri para ver certinho a estrutura e o tamanho para encaixar as pessoas dentro", detalhou.

O cacique ainda aponta que, ao longo do ano, notou que o terreno estava se tornando um local de descarte de lixo e entulho.

Na noite de ontem (27), o grupo teve um embate com equipes da PM (Polícia Militar) e GCM (Guarda Civil Metropolitana). Em vídeos encaminhados à reportagem, é possível observar o momento em que guardas se aproximam dos indígenas, questionam quem é o líder e pedem para que documentos sejam apresentados.

O cacique relatou que a presença da guarda sempre foi constante, desde o início da mobilização, mas nos últimos dias passou a ser mais agressiva.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.