Paciente recebe alta sem aviso à família, é atropelado e morre
Hospital teria liberado homem ferido sem documentos ou pertences, sem comunicar parentes
A família de José Carlos Moura da Silva, de 50 anos, alega falha no procedimento da Santa Casa de Campo Grande ao liberar o paciente sem comunicar os parentes. Natural de Nova Alvorada do Sul, ele havia sido transferido para a Capital após uma queda em casa, mas recebeu alta de madrugada, sozinho, sem celular e sem documentos. Sem notícias, foi dado como desaparecido e chegou a ter o caso divulgado pela imprensa. Horas depois, foi atropelado na BR-163, no distrito de Anhanduí, voltou a ser internado e morreu após complicações cirúrgicas na tarde deste sábado (30).
RESUMO
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José Carlos Moura da Silva, de 50 anos, morreu após ser atropelado na BR-163. Ele havia recebido alta da Santa Casa de Campo Grande sem que a família fosse avisada. Natural de Nova Alvorada do Sul, José estava internado após uma queda em casa e foi transferido para a capital. A família afirma que pediu para ser comunicada sobre qualquer alteração no quadro de saúde do paciente, mas a alta foi dada de madrugada, sem aviso prévio. José estava sem celular, documentos e, por não conhecer a cidade, acabou perdido. Ele foi encontrado pela concessionária da rodovia, que o reconheceu pelos documentos da alta. José sofreu lesões na cabeça e no corpo, passou por cirurgia de alto risco, mas não resistiu. A família questiona o procedimento do hospital e aguarda esclarecimentos.
O sobrinho dele, Luan Matheus da Silva Magro, relatou ao Campo Grande News que a família havia pedido para ser avisada em caso de alta ou qualquer alteração no estado de saúde do paciente. “Tudo isso aconteceu porque não comunicaram a gente. Simplesmente, em torno de 4h45 da madrugada, deram alta para ele, não avisaram ninguém. Ele não tem experiência em cidade grande, ficou rodado, sem celular e sem documento, e sumiu”, disse.
José foi internado na segunda-feira (25), após sofrer uma queda em casa, em Nova Alvorada do Sul, e ser transferido para a Capital. Após a alta, como não voltou para casa, a família registrou boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento e chegou a procurar a imprensa em busca de informações.
De acordo com Luan, a própria concessionária responsável pela rodovia reconheceu a vítima após encontrá-la caída às margens da estrada. “Eles viram que era o José porque ele estava com os papéis da alta no bolso. Ele foi levado para o hospital daqui do interior e depois transferido de novo para a Santa Casa. Mas já estava com lesões no corpo e na cabeça”, contou.
José precisou passar por uma cirurgia de alto risco no crânio, mas não resistiu. “Os médicos disseram que não havia 100% de chance, porque onde eles mexeram não estava circulando sangue. Até ontem o cérebro dele só respondia a um por cento, e mais tarde veio a notícia de que tinha parado por completo”, acrescentou o sobrinho.
Segundo Luan, a família pretende acionar a Justiça para responsabilizar o hospital pela liberação do paciente sem aviso prévio. A equipe de reportagem do Campo Grande News entrou em contato com a Santa Casa de Campo Grande através da assessoria de imprensa, mas até a publicação desta reportagem não teve retorno. O espaço segue aberto.
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