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Capital

Prefeitura abre compra emergencial de R$ 2,1 milhões em cateteres

Dispensa eletrônica foi remarcada e ocorre no dia 4; saúde promete reabastecimento de medicamentos em abril

Por Viviane Oliveira | 02/03/2026 10:39
Prefeitura abre compra emergencial de R$ 2,1 milhões em cateteres
Fachada da Unidade de Pronto Atendimento do Leblon (Foto: arquivo / Campo Grande News)

A Prefeitura de Campo Grande abriu compra emergencial de R$ 2.164.228,50 para aquisição de cateteres venosos periféricos destinados às unidades da Remus (Rede Municipal de Saúde). A alteração na data da dispensa eletrônica foi publicada na edição desta segunda-feira (2) do Diogrande (Diário Oficial do município).

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A Prefeitura de Campo Grande iniciou processo de compra emergencial de cateteres venosos periféricos, no valor de R$ 2,1 milhões, para abastecer as unidades da Rede Municipal de Saúde. O cadastramento das propostas ocorre entre 2 e 4 de março, com sessão de disputa de preços programada para o dia 4. A aquisição acontece em um momento de desabastecimento na rede municipal. O secretário de Saúde, Marcelo Vilela, projeta normalização do estoque até abril, mas aponta entraves burocráticos e práticas comerciais como obstáculos para atingir a meta de 85% a 90% de abastecimento nas unidades.

O cadastramento das propostas poderá ser feito das 9h do dia 2 de março até as 7h59 do dia 4. A sessão de disputa de preços está marcada para o dia 4, das 8h às 11h, no portal eletrônico de compras da prefeitura. O processo é conduzido pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos, a pedido da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). O termo de referência está disponível no site oficial e no Portal da Transparência.

Os cateteres venosos periféricos são pequenos tubos flexíveis inseridos em uma veia do braço ou da mão para permitir a aplicação de medicamentos e soro diretamente na corrente sanguínea. Eles são usados quando o paciente precisa receber remédios, líquidos para hidratação, antibióticos ou até transfusão de sangue.

A compra ocorre em meio à falta de medicamentos na rede municipal, apontada como principal desafio da Sesau. Durante audiência de prestação de contas na Câmara Municipal, o secretário de Saúde, Marcelo Vilela, afirmou que a expectativa é reabastecer diversos itens até abril.

Segundo ele, a burocracia dos processos licitatórios e a prática de empresas que vencem as disputas com valores baixos e depois solicitam reequilíbrio contratual dificultam a regularização total do estoque. A meta da pasta é alcançar entre 85% e 90% de abastecimento nas unidades.

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