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Interior

Preso homem que executou sul-mato-grossense a tiros na fronteira

Polícia encontrou vídeo que mostra suspeito com a vítima horas antes da morte

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 27/01/2026 20:25
Preso homem que executou sul-mato-grossense a tiros na fronteira
Alason foi preso nesta terça-feira (27), informa a polícia paraguaia. (Foto: Reprodução)

A Polícia Nacional do Paraguai prendeu Alason Diego Carvalho Ferreira, apontado como principal suspeito de matar um brasileiro encontrado morto no último sábado (24), na Colônia Umbú, distrito de Capitán Bado, cidade que faz fronteira com Mato Grosso do Sul. A informação foi confirmada nesta terça-feira (27) pelo chefe do Departamento de Investigações local.

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A Polícia Nacional do Paraguai prendeu Alason Diego Carvalho Ferreira, principal suspeito da morte de um brasileiro encontrado sem vida no último sábado, na Colônia Umbú, distrito de Capitán Bado. Um vídeo encontrado no celular do suspeito mostra ele caminhando com a vítima horas antes do crime. A vítima, identificada como Genilson, possuía histórico criminal, incluindo o assassinato do cunhado em 2016 e de Esteban Sosa Vera em 2020. O corpo foi encontrado com ferimento de bala no ombro e lesão fatal na cabeça. A investigação prossegue e não descarta o envolvimento de outras pessoas.

Durante a apuração, a polícia abordou dois brasileiros que estavam em uma motocicleta logo após o corpo ser localizado em uma estrada rural entre lavouras de soja. Um deles, Diego Martínez Carneiro, de 35 anos, foi liberado por decisão do Ministério Público, que não encontrou provas diretas contra ele.

Segundo o subcomissário Hernán Fernández, Diego ainda pode voltar a ser chamado caso surjam novos elementos. A polícia informou que a liberação não encerra a investigação.

Alason segue preso por suspeita de envolvimento direto no crime. No celular apreendido com ele, os investigadores encontraram um vídeo gravado na sexta-feira (23), às 19h40, em que aparece caminhando ao lado da vítima.

Preso homem que executou sul-mato-grossense a tiros na fronteira
Equipe policial no local onde corpo de Genilson foi encontrado. (Foto: Direto das Ruas)

O horário do vídeo coincide com a estimativa de morte, calculada entre oito e dez horas antes do corpo ser encontrado, por volta das 6h30 de sábado. O suspeito disse que deixou o colega com vida, mas a polícia avalia que ele foi a última pessoa a estar com a vítima.

De acordo com a investigação, o local onde o corpo foi achado não é o ponto onde ocorreu o crime, mas apenas onde o cadáver foi deixado. O exame médico apontou ferimento de bala no ombro, com trajetória pelas costas, além de lesão na cabeça causada por objeto contundente.

Os investigadores acreditam que o golpe no crânio provocou a morte. A polícia informou que o brasileiro tinha antecedente por homicídio registrado em 2020.

A investigação segue em andamento e não descarta a participação de outras pessoas.

Histórico - Conforme a imprensa local, a vítima morava na cidade de Karapa’i. Moradores encontraram o corpo por volta das 6h30 e acionaram a Polícia Nacional. Quando os policiais chegaram, viram Genilson caído na estrada de terra com os vários ferimentos de tiro.

O cadáver foi recolhido e levado para exames periciais. O motivo do crime e os possíveis autores ainda serão apurados. A vítima estava de calça jeans e uma camiseta preta quando foi executada.

Genilson é acusado de matar o cunhado Sérgio Garcia a facadas. O crime aconteceu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2016, em Coronel Sapucaia, a 400 quilômetros de Campo Grande. Na época, a irmã de Genilson e esposa da vítima relatou que o rapaz chegou na casa armado com a faca e golpeou Sérgio várias vezes no pescoço e tórax. Em seguida, o autor fugiu.

Em 2021 ele foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por homicídio simples. O crime teria sido cometido por ciúmes da irmã com quem a vítima tinha um relacionamento. Na ocasião, a sobrinha do autor, menina de 8 anos, também foi atingida na cabeça pelas facadas. Ela sobreviveu.