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Economia

MS lidera ranking de alta em pedidos de recuperação judicial

Estado se destacou no aumento percentual, saindo de 37 para 68 empresas

Por Izabela Cavalcanti | 06/02/2026 11:57
MS lidera ranking de alta em pedidos de recuperação judicial
Lojas com as portas fechadas na região central de Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)

As recuperações judiciais aumentaram 84% em Mato Grosso do Sul. No quarto trimestre de 2024 eram 37 empresas em recuperação judicial, já no mesmo período de 2025, o número passou para 68.

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Mato Grosso do Sul registrou aumento de 84% nas recuperações judiciais, saltando de 37 para 68 empresas no quarto trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O estado apresentou a maior alta anual de CNPJs insolventes no país, seguido por Acre e Roraima. No cenário nacional, 5.680 empresas encontram-se em recuperação judicial, com dívidas totalizando R$ 40 bilhões no último trimestre de 2025. O setor de serviços lidera com 1.302 empresas, seguido pela indústria com 1.229, comércio com 1.200, construção com 1.045 e agropecuária com 493 empresas.

Segundo dados do IRJ-RGF (Índice RGF de Recuperação Judicial), no geral, o índice de Mato Grosso do Sul ficou em 1,96.

O Estado teve a maior alta anual de CNPJs insolventes. Em 2° lugar está Acre, com aumento de 67%, saindo de 6 para 10. Em 3°, está Roraima, com 50%, saindo de 14 para 21 empresas.

O relatório mostra que desde o início do monitoramento, o Centro-Oeste é a região com o maior índice de recuperações judiciais em relação ao total de empresas ativas.

Em relação a números absolutos, Mato Grosso teve o maior aumento, saindo de 189 para 250 empresas (32%), 61 empresas a mais.

Depois, Mato Grosso do Sul teve 31 empresas a mais na lista dos que estão em recuperação judicial. Distrito Federal, saiu de 59 para 45, neste caso queda de -24% ou de 14 a menos. Goiás teve aumento de 7, saindo de 322 para 329 (2%).

MS lidera ranking de alta em pedidos de recuperação judicial
Arte: Peterson Couto

Brasil – São 5.680 empresas em recuperações judiciais, de acordo com dados do 4° trimestre de 2025.

O montante total da dívida ao longo do 4º trimestre de 2025 é de R$ 40 bilhões, contra R$ 16 bilhões no 3º trimestre de 2025.

Ainda conforme o estudo, o setor de serviços tem o maior número de empresas em recuperação judicial, com 1.302. Os grupos que lideram são: transporte rodoviário de carga; serviços administrativos e aluguel de imóveis próprios.

Em seguida, está a indústria, com o total de 1.229. Os grupos que mais lideram são: confecção de peças de vestuário; fabricação de açúcar em bruto – usinas; fabricação de embalagens de material plástico.

O comércio tem 1.200 empresas em recuperação, com postos de combustíveis, supermercados e varejo de vestuário e acessórios liderando.

Construção, energia e saneamento têm o total de 1.045 CNPJs. Os setores que lideram em quantidade absoluta de recuperações são: incorporação de empreendimentos imobiliários; construção de edifícios e construção de rodovias e ferrovias.

Por fim, agropecuária tem 493 empresas. Lideram os pedidos de recuperações judiciais, cultivo de soja; criação de bovinos para corte; e cultivo de cana-de-açúcar.

Programa – Em outubro do ano passado, o governador Eduardo Riedel sancionou o Recupera MS - Programa de Recuperação de Empresas.

A iniciativa é voltada à regularização de débitos tributários de contribuintes em recuperação judicial, falência ou liquidação. Com isso, são oferecidas redução de multas e juros de mora e prazos ampliados para pagamento ou parcelamento.

Podem aderir ao programa empresários ou sociedades empresariais em processo de recuperação judicial, desde que comprovem o deferimento do pedido.

Também estão contempladas empresas que já cumpriram as obrigações vencidas nos dois anos posteriores à concessão da recuperação judicial, mas que ainda tenham compromissos previstos em seu plano de recuperação.

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