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Economia

Obras da Bioceânica avançam no Chaco com várias frentes de trabalho

Terraplanagem, drenagem e pavimentação seguem em ritmo acelerado no trecho paraguaio que falta ser asfaltado

Por Maristela Brunetto | 26/11/2025 10:09

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As obras do Corredor Bioceânico avançam rapidamente no Lote 4, que abrange 55 quilômetros entre Cruce Dom Silvio e Pozo Hondo, no Paraguai. Este trecho é crucial para completar a rota que liga Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, beneficiando mais de 41 mil moradores da região. Com um investimento de US$ 354 milhões, a obra visa facilitar o acesso a portos no Oceano Pacífico e reduzir custos de transporte. Atualmente, cerca de 680 trabalhadores atuam em várias frentes, realizando terraplanagem e construção de bueiros. A construção da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, também está em andamento, com 84% das obras concluídas. A entrega da ponte está prevista para fevereiro de 2026, com um investimento de R$ 574 milhões.



O trecho do Corredor Bioceânico avança em ritmo acelerado no Lote 4, que compreende 55 quilômetros entre Cruce Dom Silvio e Pozo Hondo, no Departamento de Boquerón, no Paraguai. É parte da obra que avança para pavimentar o único trecho que falta para completar o caminho asfaltado da rota, ligando o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile e abrindo novos caminhos para relações comerciais com a Ásia, por meio dos portos no Oceano Pacífico.

Em plena rota PY-15, conhecida como Picada 500, diversas frentes de trabalho atuam simultaneamente no trecho que é considerado estratégico para gerar desenvolvimento econômico no Chaco paraguaio. Segundo projeções oficiais, mais de 41 mil moradores da região serão beneficiados com a nova ligação internacional.

O chefe de trecho da obra, Rubén Dávalos, informou que seguem em execução as estruturas de bueiros e serviços de terraplanagem, com fases de aterro, solo-cal e solo-cimento dentro do cronograma. O Lote 4 será determinante na conexão entre Paraguai e Argentina pela futura ponte internacional a ser construída em Pozo Hondo, favorecendo o acesso do Chaco aos principais corredores produtivos.

Em outro ponto da obra, no trecho de 224 quilômetros da PY-15, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, equipes seguem movimentando pedra britada, operando usinas de agregados e aplicando o chamado colchão de pedras. O trabalho foi acelerado para aproveitar a estiagem e avançar com a terraplanagem e a implantação da base cimentada.

Ao todo, cerca de 680 trabalhadores de várias empresas atuam em turnos contínuos. São seis frentes de trabalho por consórcio, garantindo avanço simultâneo em toda a extensão.

Os próximos passos incluem pavimentação asfáltica, reforço de travessias urbanas, construção de acessos e instalação de sistemas de sinalização. A obra é vista como decisiva para viabilizar o fluxo de cargas brasileiras até os portos chilenos de Mejillones, Antofagasta e Iquique.

Estimativas do Governo de Mato Grosso do Sul indicam que a nova logística pode reduzir em até 40% o custo do transporte em relação à rota tradicional, via Oceano Atlântico e passagem pelo Canal do Panamá, além de diminuir o tempo de viagem. Há ainda o efeito de colocar o Estado numa posição central para as relações comerciais com países asiáticos nessa nova rota, com expectativas de impacto relevante na economia local.

A obra rodoviária no lado paraguaio tem investimento de US$ 354 milhões, financiado pelo FONPLATA. O montante integra um pacote maior, de US$ 1,1 bilhão, que envolve recursos do país vizinho e receita da Itaipu Binacional, no caso da ponte sobre o Rio Paraguai. Do total, US$ 440 milhões já garantiram a finalização do segmento Carmelo–Loma Plata; US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional; e outros US$ 200 milhões serão aplicados no eixo entre Centinela e Mariscal.

Responsáveis pela produção estimam que o Lote 4 alcance 85% de execução até outubro do próximo ano.

Ponte em Murtinho - A construção da ponte internacional da Rota Bioceânica, erguida sobre o Rio Paraguai entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, está com 84% das obras concluídas. O trecho de 13,1 quilômetros que liga a BR-267 à cabeceira da ponte tem investimento de R$ 574 milhões e execução do Consórcio PDC Fronteira, formado pelas empresas Caiapó, DP Barros e Paulitec.

Com 1.294 metros de extensão, a ponte é dividida em três partes: dois viadutos de acesso e um segmento estaiado de 632 metros, cujo vão central chega a 350 metros. A previsão de entrega foi estendida para fevereiro de 2026, três meses além do planejado inicialmente.

Com informações de Toninho Ruiz.