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Difícil achar quem não use caneta emagrecedora sem prescrição, dizem leitores

87% dos que responderam à enquete conhecem alguém que utilize medicamento sem acompanhamento

Por Silvia Frias | 20/01/2026 06:37
Difícil achar quem não use caneta emagrecedora sem prescrição, dizem leitores
Canetas emagrecedoras viraram febre no País (Foto/Arquivo)

Enquete do Campo Grande News indica que 87% dos leitores conhecem alguém que faz uso da caneta emagrecedora sem acompanhamento médico. A alta procura fez disparar o contrabando do produto em Mato Grosso do Sul. Apenas 13% dizem que não conhecem.

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O uso indiscriminado da caneta emagrecedora sem acompanhamento médico preocupa autoridades em Mato Grosso do Sul. Segundo enquete do Campo Grande News, 87% dos leitores conhecem alguém que utiliza o medicamento sem prescrição, evidenciando o aumento do contrabando na região.O CRF (Conselho Regional de Farmácia) alerta sobre os riscos do transporte irregular, que pode comprometer a eficácia do medicamento e gerar substâncias nocivas. Além disso, produtos contrabandeados podem ser falsificados, contendo substâncias diferentes das descritas no rótulo.

Nas redes sociais, leitoras apontam que é mais difícil encontrar quem use o medicamento com prescrição médica. “Campo Grande em peso está usando”, afirma Regina Giordano. Já Claudinha Luz diz que “se pudesse comprar, estaria usando”.

Outra leitora alerta para o que hoje é considerado o caminho mais fácil. “Geralmente, esses atalhos têm seu preço. Eu só não julgo quem tem alguma condição pré-existente que impeça o emagrecimento ou quem de fato necessita dessa medicação para o pâncreas. Agora, a pessoa que simplesmente tem o poder nas mãos de mudar seus péssimos hábitos de vida...”.

O CRF (Conselho Regional de Farmácia) alerta para o uso indiscriminado do medicamento. Segundo a presidente Daniely Proença, o transporte irregular, comum no contrabando, sem controle de temperatura, pode comprometer a eficácia dos medicamentos e até provocar a formação de substâncias nocivas.

Se o princípio ativo sofrer alterações, a presidente do conselho afirma que o consumidor estará, na prática, jogando dinheiro fora. “O paciente fará uso de um medicamento caro e que não fará efeito. Fica frustrado, achando que o remédio não funciona ou que o corpo não responde bem ao tratamento, quando, na verdade, o produto está literalmente estragado”, explica.

Outro risco é a incerteza sobre a autenticidade do medicamento. Produtos contrabandeados podem ser falsificados e conter substâncias diferentes das descritas no rótulo.









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