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Maiores rivais dos últimos anos, Zeca e André voltam ao ringue

Por Jhefferson Gamarra e Kamilla Alcântara | 17/03/2026 06:00
Maiores rivais dos últimos anos, Zeca e André voltam ao ringue
Ex-governadores: André Puccinelli e Zeca do PT, que devem se enfrentar nas urnas em 2026 (Fotos: Reprodução)

Inimigos eternos - A rivalidade entre André Puccinelli e Zeca do PT ganhou mais um capítulo temperado com provocações públicas. Em entrevista à rádio Top 88,9 FM, o ex-governador relembrou com gosto quase nostálgico a eleição municipal de 1996 em Campo Grande, quando derrotou o adversário por apenas 411 votos. margem mínima que, segundo ele, até hoje rende “dor de cotovelo” no rival. Puccinelli fez questão de passar um “replay” de confrontos eleitorais em que afirma ter levado a melhor, citando disputas para prefeitura e governo do estado como verdadeiras “lavadas” sobre o petista.

Direito a música - No melhor estilo provocação de arquibancada, Puccinelli lançou um desafio público para a eleição de 2026, quando ambos devem voltar às urnas disputando vagas de deputado estadual. Disse que dará “15 mil votos de lambuja” ao adversário e ainda assim vencerá, sugerindo que, se a terceira derrota se confirmar, Zeca terá direito a pedir música no Fantástico (referência a um bordão famoso do programa de domingo). A troca de farpas reacende uma das rivalidades políticas mais antigas de Mato Grosso do Sul, que deverá ter mais episódios no decorrer do ano.

Pé de guerra - Em quatro frases curtas enviadas à coluna, Zeca rebateu o rival, apesar de dizer que evita responder “imbecilidades e imbecis” para não descer ao mesmo nível. O petista disse que não transforma disputa eleitoral em algo pessoal. "Disputa política significa disputar ideias e projetos", disse ao Campo Grande News.

Desqualificados - Também criticou o que chamou de “arrogância e soberba”, que classificou como defeitos de “desqualificados”. No último item da resposta, fez referência direta ao histórico judicial do rival, alvo da Operação Lama Asfática: “Nunca fui preso e nem usei tornozeleira. Aí está nossa principal diferença".

Filiação - O ex-deputado estadual por 5 mandatos e conselheiro aposentado do TCE-MS, Jerson Domingos, se filia nesta terça-feira (17) ao União Brasil, em Brasília. A entrada na sigla ocorre em meio à reorganização política no Estado, onde o partido é presidido pela ex-deputada federal Rose Modesto e integra a federação União Progressista, liderada pela senadora Tereza Cristina. A filiação marca o retorno de Jerson ao ambiente partidário após a aposentadoria no tribunal e reforça a articulação do União Brasil para ampliar sua base política em Mato Grosso do Sul. O ato contará com a presença do presidente nacional do partido, Antônio Rueda.

Data marcada - O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados marcou para terça-feira (17) a leitura e votação dos pareceres de duas representações contra o deputado federal Marcos Pollon (PL). As ações tratam de manifestações do parlamentar em defesa da anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, ocorridos na sede dos Três Poderes, em Brasília.

Dois episódios - O primeiro caso envolve a ocupação da Mesa Diretora da Câmara, ocorrida em agosto do ano passado, em uma tentativa de pressionar a presidência da Casa, então ocupada pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o tema. A segunda representação no Conselho de Ética refere-se a um discurso feito por Pollon em cima de um caminhão durante um ato pró-anistia realizado em Campo Grande.

Banco de avaliadores - A Fundação Municipal de Cultura está montando um banco de avaliadores para analisar quais projetos culturais vão receber recursos públicos em Campo Grande. A proposta é credenciar profissionais da área, como artistas, produtores e especialistas, que vão examinar as propostas inscritas nos editais da prefeitura e emitir parecer técnico sobre a concessão de incentivo. Esses pareceristas serão convocados conforme a demanda para avaliar iniciativas ligadas ao Fundo Municipal de Cultura, ao Fomteatro e a outros programas culturais.

Homenagem pelo mínimo - O Senado criou a Comenda Laço Branco, nova homenagem que vai premiar até três homens ou instituições por ano por atuação no combate à violência contra a mulher. Os indicados serão escolhidos pelos próprios senadores e avaliados por um conselho formado por representantes dos partidos da Casa.

Paradoxo - A cerimônia deve ocorrer próximo de 6 de dezembro, data nacional de mobilização masculina contra esse tipo de violência. A iniciativa chama atenção pelo paradoxo: em um país onde a maioria dos casos de agressão contra mulheres é cometida por homens, o Congresso decidiu criar uma medalha para homenagear aqueles que se destacam no enfrentamento desse problema.