Colheita da soja em MS chega a 14,9% e mantém avanço desigual
Boletim aponta ritmo maior no Sul e atraso frente à safra passada
A colheita da soja em Mato Grosso do Sul alcançou 14,9% da área acompanhada. O dado consta em boletim divulgado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho) e mostra avanço dos trabalhos no Estado. O levantamento reúne informações coletadas por técnicos junto a produtores, sindicatos rurais e empresas de assistência técnica das regiões norte, centro e sul.
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O índice representa crescimento em relação ao levantamento anterior e confirma a intensificação das operações no campo. Mesmo assim, o ritmo ainda fica abaixo do registrado na safra passada. O atraso reflete os impactos das chuvas irregulares e do excesso de umidade observados em janeiro.
Os gráficos de evolução apontam avanço desigual entre as regiões monitoradas. O Sul concentra o ritmo mais acelerado da colheita, favorecido pelo calendário mais adiantado e por condições climáticas mais estáveis nas últimas semanas. O Centro mantém desempenho intermediário, enquanto o Norte ainda registra colheita pontual, com participação menor no total já colhido.
Segundo o boletim, a maior parte das lavouras de soja apresenta boas condições em Mato Grosso do Sul. Do total avaliado, 67,2% das áreas estão classificadas como boas, 21,5% como regulares e 11,3% como ruins. As regiões Norte e Oeste concentram os melhores resultados, com maior proporção de áreas bem desenvolvidas.
No detalhamento regional, o Sul apresenta maior presença de áreas regulares, fator que ajuda a explicar o avanço mais cauteloso em parte dos municípios. Já o Centro e o Sudoeste mostram equilíbrio entre lavouras boas e regulares. O Sudeste mantém predominância de áreas em boas condições, apesar de pontos isolados com restrição hídrica.
As condições climáticas seguem como principal variável para o ritmo da colheita. Em dezembro de 2025, Mato Grosso do Sul registrou forte variação no volume de chuvas entre os pontos monitorados. Parte das estações ficou abaixo da média histórica, enquanto outra parcela superou o volume esperado para o período.
O índice padronizado de precipitação indica redução da intensidade da seca em relação ao mês anterior. Mesmo assim, o boletim ainda aponta déficit hídrico na região do bolsão nas escalas de três, seis e doze meses. No Centro-Sul, os indicadores mostram excedente de chuva no curto prazo.
Para o trimestre entre fevereiro e abril, a previsão climática indica chuvas irregulares no Estado. Os modelos apontam volumes abaixo da média histórica em parte do território sul-mato-grossense. As temperaturas devem permanecer próximas ou levemente acima do normal, com tendência de calor mais intenso no noroeste.
O cenário climático também indica alta probabilidade de neutralidade do El Niño no período.


