Riedel defende punições diferenciadas aos réus do 8/1
“Não dá para julgar e penalizar com a mesma régua", escreveu o governador nas redes sociais

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), defendeu neste sábado (5) anistia parcial para os réus dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com a adoção de critérios que levem em conta a gravidade de cada caso. A declaração foi publicada no Instagram, acompanhada de fotos ao lado da senadora Tereza Cristina (PP) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo Riedel, é necessário revisar as punições aplicadas, considerando a diferença de condutas entre os envolvidos. “Tenho conversado recentemente com o governador Tarcísio, a senadora Tereza Cristina, entre outros líderes do nosso país, a fim de defender uma revisão da dosimetria de penalizações sobre os acusados do 8 de janeiro”, escreveu.
O governador afirmou que, em muitos casos, a anistia teria caráter humanitário. “Considero necessário aprovar uma anistia, que em muitos casos também tem caráter humanitário”, disse. Ele destacou que não é possível aplicar as mesmas penalidades a situações distintas: “Não dá para julgar e penalizar com a mesma régua o que é completamente diferente.”
Riedel também cobrou que o Congresso Nacional vote o tema. “Acredito que o Congresso Nacional tem obrigação de votar a matéria, considerando-a inclusive como um passo imprescindível para a pacificação do país.”
Na publicação, ele criticou o que chamou de “excessos do atual momento” e defendeu o fim dos confrontos ideológicos. Para o governador, o foco deve estar em soluções para os problemas reais do país.
Vale lembrar que, até agora, segundo dados divulgados pelo MPF (Ministério Público Federal), 1.413 pessoas foram denunciadas pelos atos, sendo 1.156 incitadores, 248 executores, 8 agentes públicos e um financiador.
Do total, 30 pessoas já foram condenadas, entre elas, pelo cinco moradores de Mato Grosso do Sul, a maioria por crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio e associação criminosa armada.
Na ocasião, as sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), foram invadidas e depredadas por manifestantes contrários ao processo eleitoral que resultou no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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