Após queda de idoso, moradores tapam buraco em ponte do Parque do Sóter
A Funesp informou que já está providenciando os materiais necessários para o serviço de manutenção
Tábua podre se desprendeu da ponte de madeira do Parque Ecológico do Sóter, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, e causou a queda de um idoso no fim da tarde de ontem. Na manhã desta terça-feira (10), o buraco deixado pela estrutura quebrada foi tapado de forma improvisada pelos moradores.
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Moradores do Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, improvisaram reparos em uma ponte de madeira no Parque Ecológico do Sóter após a queda de um idoso. O acidente ocorreu quando uma tábua podre se desprendeu da estrutura, levando a vítima a necessitar de atendimento médico. Frequentadores relatam que a ponte apresenta problemas estruturais há muito tempo, com manutenções sendo realizadas principalmente pela população. Além dos riscos de queda, moradores apontam problemas com iluminação devido ao furto de fiação e evitam atravessar o local durante a noite.
Quem frequenta o espaço afirma que a ponte apresenta problemas estruturais há bastante tempo e que os consertos, na maioria das vezes, são feitos pela própria população. Servidor público, Marcos Godoy, de 56 anos, atravessa a ponte diariamente, por volta das 8h, e diz sentir medo ao passar pelo local. “Tem partes que estão bambas. A Prefeitura faz a capina, a limpeza, mas a manutenção da ponte quem acaba fazendo é a população. A estrutura está podre”, afirma.
Segundo ele, o parque está abandonado e a ponte é constantemente remendada de forma improvisada. “Eu vi que o idoso caiu aqui. Se não fosse a população remendar, estaria pior. Passo todos os dias olhando onde piso, com cuidado para não tropeçar e cair”, relatou.
O professor de tênis Hélio Júnior, de 45 anos, também frequenta o parque para caminhadas e classifica a ponte como perigosa. Ele conta que já tropeçou no local e relembra um episódio presenciado pela mãe. “Ela caminhava quando viu outro idoso tropeçar e cair. Essa ponte é o principal problema, sempre tem alguma coisa. Eu passo pelas partes mais duras, onde têm pregos, mas é preciso muito cuidado”, disse. Hélio também reclama do mato alto em alguns trechos do parque.
Responsável por um restaurante nas proximidades, Divino Freitas Borges, de 70 anos, afirma que faz caminhada pelo parque ao menos quatro vezes por semana e evita atravessar a ponte à noite. “Além de perigosa, não dá para saber onde está podre. Roubaram a fiação recentemente e fica tudo escuro. O parque é bonito, bem cuidado, mas essa ponte é horrível, muito perigosa, toda remendada e sem estrutura para caminhada”, afirmou.
Por meio de nota, a Funesp (Fundação Municipal de Esportes) informou que o trecho da ponte de madeira será interditado de forma preventiva para garantir a segurança dos usuários do espaço. A fundação destacou ainda que já está providenciando os materiais necessários, com o serviço de manutenção previsto para ser executado e concluído até a próxima semana.
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