Gaeco cumpre 76 mandados contra esquema de corrupção em contratos de 9 milhões
Alvos estão em Campo Grande e mais 4 cidades e Justiça determinou afastamento de 5 servidores

Operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos cumpre 46 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de afastamento de cargos públicos, 3 de suspensão de contratos vigentes e 22 de proibição de contratar com o Poder Público. A ação investiga esquema de corrupção em licitações em contratos firmados nos últimos três anos e que somam R$ 9 milhões.
RESUMO
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou a Operação Cartas Marcadas em cinco municípios do estado, cumprindo 46 mandados de busca e apreensão. A ação investiga esquema de corrupção em licitações que movimentou R$ 9 milhões nos últimos três anos. A investigação revelou uma organização criminosa liderada por agentes políticos que, com auxílio de servidores públicos corrompidos, fraudava licitações em Corguinho e Rio Negro. O esquema incluía desde compras diretas irregulares até contratação de obras públicas sem formalização contratual.
Um dos servidores afastados é de Rio Negro, segundo o prefeito daquele município, Henrique Mitsuo Vargas Ezoe (PL). "A determinação já foi cumprida", informou ao Campo Grande News, acrescentando que também já havia suspendido um dos contratos invertigados na operação.
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Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a Operação Cartas Marcadas investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administraçãopública, instalada nos municípios de Corguinho e de Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.
A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para frustrar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames. Entre as ações ilegais listadas, compras diretas para aquisição de materiais de expediente, mediante dispensas indevidamente manipuladas, até a contratação de empresas para a execução de obras pública antes mesmo da formalização contratual.
O MPMS obteve informações que embasaram esta ação a partir de provas obtidas de conteúdo extraído de alguns telefones celulares apreendidos nas Operações Turn Off e Malebolge, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até os agentes políticos que dirigiam o esquema.
A operação contou com apoio operacional do Bope (Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais).
O nome da operação decorre de jogo previamente manipulado, em que o desfecho é conhecido antes mesmo do início. No caso, as contratações sob apuração foram direcionadas de antemão às empresas investigadas, por meio de ajustes espúrios, para conferir aparência de lisura a uma escolha que já estava determinada.
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