"Drenagem antiga não comporta mais”, afirma Adriane Lopes sobre enchentes
Com o acumulado de chuva acima do previsto, prefeitura anuncia mitigação em diferentes áreas da cidade

Com acumulado de chuva acima do esperado para fevereiro, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou nesta segunda-feira (2) que a Prefeitura mantém obras de drenagem e contenção para reduzir impactos de alagamentos em diferentes regiões de Campo Grande. Segundo ela, algumas intervenções já estão em funcionamento e outras seguem em execução.
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, afirmou que a cidade mantém obras de drenagem e contenção para reduzir alagamentos, destacando que o sistema antigo não comporta mais o volume atual de chuvas. Em fevereiro, o acumulado pluviométrico atingiu 410 milímetros, mais que o dobro do esperado. Entre as intervenções em andamento, estão as bacias de contenção dos Altos da Mato Grosso e do grande noroeste, além de projetos na região da Lagoa. A gestão também planeja obras na Avenida João Arinos e um projeto de recapeamento aprovado no Senado Federal para recuperar vias estruturantes da cidade.
De acordo com a prefeita, a bacia de contenção dos Altos da Mato Grosso e a do grande noroeste são exemplos de estruturas que começaram a absorver o volume de água das últimas chuvas. A obra no noroeste, conforme relatou, está em fase final.
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“Nessa chuva ela já recebeu e já canalizou águas daquela região onde impactava e continua impactando porque a obra não terminou ainda”, afirmou.
Na região da Lagoa, a administração também prevê intervenções associadas a novos empreendimentos habitacionais. Segundo Adriane, projetos de mitigação nessas áreas devem incluir obras de contenção e mudanças no sistema de drenagem para evitar sobrecarga.
A prefeita argumentou que toda nova obra executada na Capital já contempla estrutura de drenagem, diferentemente, segundo ela, de projetos antigos que hoje não comportam o volume de água registrado.
Como exemplo, citou a Avenida João Arinos, que teria sido impactada “pela primeira vez” após as chuvas recentes. Conforme os dados apresentados por ela, o esperado para fevereiro era de 200 milímetros, mas o acumulado chegou a 410 milímetros.
“Como é que você prepara uma cidade para o dobro do impacto que você vivenciaria?” questionou. Ela disse que há uma obra de mitigação prevista para a região da avenida, com o objetivo de melhorar o fluxo da água e reduzir os danos em períodos chuvosos.
Além da drenagem, Adriane também falou sobre a situação da malha viária. Segundo ela, os buracos que recebem reparo não voltam a abrir, mas o problema estaria concentrado no asfalto antigo, com até 50 anos em algumas vias.
A prefeita afirmou que um projeto de recapeamento foi aprovado no Senado Federal em dezembro do ano passado, com apoio da senadora Teresa Cristina (PP), e permitirá o uso de recursos federais e próprios para recuperar vias estruturantes.
O processo licitatório, segundo ela, já foi realizado e deve ser homologado nos próximos dias. A promessa é reduzir a dependência de operações de tapa-buraco e implantar um “novo modelo de gestão” para manutenção do asfalto.
Reunião com vereadores - No fim da agenda, a prefeita comentou a reunião realizada pela manhã com vereadores. Segundo ela, foram apresentados “novos projetos estruturantes” e houve espaço para que parlamentares opinassem sobre prioridades nos bairros.
Adriane afirmou que a gestão fez uma “escuta importante” dos vereadores, que circulam pelas comunidades e acompanham as demandas locais. Ela destacou que o grupo foi recebido junto com a vice-prefeita Camila Nascimento e que os projetos discutidos devem se somar às obras já em andamento na Capital.
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